Auditoria do PSDB desmente acusações de Cássio e conclui que não houve fraude na eleição

Foto: George Gianni/PSDB

Quase um ano depois de o PSDB pedir autorização ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para promover uma auditoria sobre o resultado da eleição presidencial de 2014, o partido concluiu na semana passada que não houve fraude no processo. Na época o do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), tinha ocupado a tribuna para afirmar taxativamente que o processo eleitoral tinha sido fraudado e que a presidente Dilma Rousseff deveria ser retirada do poder.

“Fui acusado de não ter moral para falar em novas eleições presidenciais porque fui cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Não fui cassado por corrupção, por roubo e nem por malversação de dinheiro público. Exatamente por ter sido cassado pela justiça eleitoral, tenho moral para falar dos crimes cometidos pelo governo da presidente Dilma, do PT”, tinha dito Cássio a época que cobrava novas eleições.

“A vitória da presidente Dilma no pleito de 2014 ocorreu com fraude e abuso de poder político e econômico. A eleição foi manipulada. Milhões de brasileiros querem mudança, transformação, ética. Eles não aceitam a roubalheira, repudiam a corrupção e desejam ter a oportunidade de ter devolvida às suas mãos a soberania do voto”, disse Cássio.

Um documento elaborado pelo departamento jurídico da sigla deve ser apresentado ao TSE nesta semana, provavelmente na quarta-feira, desmentindo as acusações do tucano paraibano. Segundo o relato de tucanos que tiveram acesso ao documento, o PSDB vai sugerir que o tribunal faça uma série de alterações no sistema de votação, como adoção do voto impresso, unificação do horário da eleição em todo território nacional e aperfeiçoamento do sistema de voto paralelo, adaptando-se ao voto biométrico. Os tucanos pedirão que o TSE faça um “teste de penetração”, procedimento que consiste em forjar um ataque de hacker a uma urna em condições normais de uso.

A decisão de promover uma auditoria das urnas foi tomada apenas quatro dias depois do 2º turno das eleições presidenciais do ano passado e foi o primeiro movimento do PSDB de contestação ao resultado do pleito. Em dezembro, o partido abriu outra frente ao protocolar no TSE um pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff e Michel Temer com alegação de que eles teriam praticado abuso do poder político e econômico na campanha eleitoral.

O  líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse que não poderia falar sobre a auditoria, pois ela está em sigilo, mas elogiou o tribunal. “O presidente do TSE agiu com correção durante todo o processo e o PSDB reconhece que só foi possível fazer o trabalho de auditoria pela contribuição do presidente daquela Corte.”

A assessoria do TSE afirmou que “até o presente momento” não foi protocolado pelo interessado (o PSDB) qualquer manifestação nos autos do processo.

PBAgora

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