Bancada do PMDB da PB entrega cargos a Dilma e deputados comentam rompimento

Peemedebistas dizem que saem de caça erguida do governo Dilma (Foto: Divulgação)

O deputado Manoel Júnior confirmou na tarde desta terça-feira (29) que todos os parlamentares da Paraíba já entregaram os cargos que tinham no Executivo. Manoel Júnior que é candidato a prefeito de João Pessoa, considerou uma decisão histórica o PMDB romper  com o governo da presidente Dilma.

“Saímos como entramos; de cabeça erguida. Não poderíamos ficar ao lado do governo e contra o povo”, justificou Manoel Júnior a ruptura com a presidente Dilma que enfrenta um processo de impeachment.

De acordo com o deputado, apesar dos esforços do partido para tentar amenizar a crise política e econômica sempre foi rechaçado. “Não poderíamos mais emprestar solidariedades a um governo após tantos desacertos econômicos e políticos”.

Para o deputado Veneziano Vita do Rêgo, não há uma relação entre a decisão do partido e a realidade dos que vão disputar candidaturas no estado. “ Não tem a ver o período pré-eleitoral com a decisão que o partido adotou”, destacou.

Segundo Veneziano, o PMDB analisou a realidade e o momento entendendo que era oportuno fazê-lo, que era necessário fazê-lo para se afastar do governo Dilma..

Eduardo Cunha:

Sobre o processo de pedido de cassação do  presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Veneziano disse que ele (Cunha) tem conseguido levar adiante, estendendo o processo, isso termina por beneficiá-lo.” Eu não tenho como detalhar ou pormenorizar, pois não faço parte do conselho, apenas observo que pela instância que ele tem, parece possível estender esse processo”. Que se estenderá indefinidamente.

Impeachment:

O deputado paraibano ainda falou sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Veneziano não tem certeza de que o impedimento da presidente vai reduzir a crise no país. Ninguém sabe o que vai acontecer”.

Para Veneziano, o impeachment não é unanimidade dentro do PMDB. “Eu não tenho como falar do tema por outros companheiros. Só depois que o processo for enterrado no conselho e for a plenário é que no meu caso é que nós nos debruçaremos sobre as teses de defesa e acusação. Não posso me antecipar sem conhecê-las”, relata.

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