Campina Grande oferece serviços gratuitos de prevenção ao suicídio

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Segundo a coordenadora-geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Dilma Alves Teodoro, em entrevista à Agência Brasil, o suicídio pode ser prevenido e há sinais que as famílias, os amigos e professores podem perceber, como o isolamento, desinteresse pelas atividades que gostava, irritabilidade, falta de autocuidado, músicas e publicações mais tristes nas redes sociais e discursos que “a vida está mais difícil”. “São sinais que devem ser observados pela família, porque esse momento é de intervir, de chegar perto e conversar sobre o assunto, orientar para que a pessoa busque uma ajuda e se oferecer para acompanhar”, diz Dilma.

A coordenadora ressalta que o fim do preconceito com doenças mentais, como ansiedade e depressão, é fundamental para a prevenção ao suicídio. Ela aponta que, com a quebra de tabus sobre o assunto, pessoas que estão passando por algum sofrimento se sentirão mais à vontade para procurar ajuda profissional e ter um diagnóstico adequado, prevenindo possíveis tentativas de suicídio.

Dilma Alves explica que o fator de maior risco para o suicídio é um transtorno mental, mas que há agravantes. Ela indica que os dados sobre mortes por suicídio vêm se mantendo estáveis ao longo dos últimos anos, com maior incidência na população jovem, de 15 a 29 anos, e nos idosos.

No caso dos jovens, ela explica que o risco pode ser potencializado pelo uso de álcool e drogas, e, nos mais idosos, por questões como doenças crônicas, perdas de parentes e maior responsabilidade no provimento da família. O estresse causado pela pandemia de Covid-19 também pode ser fator de risco para pessoas que já têm algum transtorno ou funcionar como gatilho para o aparecimento.

“Se considerar o momento que estamos vivendo, não só a saúde pública, mas questões econômicas e sociais também têm um peso significativo. Os dados mostram que países em situações de crise grave, de calamidade, têm um risco aumentado de tentativas de suicídio”, revela.

O Ministério da Saúde entende o suicídio como uma emergência médica, que precisa de uma intervenção imediata. Por isso, a orientação é que se busque o serviço de urgência e emergência, a exemplo do Samu (192), para um primeiro atendimento e encaminhamento para profissional especializado.

A rede pública possui ainda os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e serviços de ambulatório, em unidades básicas de saúde, que funcionam com equipes multidisciplinares para atender a população.

Na Paraíba, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) tem, atualmente, 68 Caps I (serviço para 15 mil habitantes); nove Caps II (70 mil habitantes); cinco Caps III 24 horas (150 mil); seis Caps AD para 70 mil habitantes; nove Caps AD III 24h (150 mil); 12 Caps Infantojuvenis (70 mil); 14 Residências Terapêuticas; cinco Consultórios na Rua; quatro Unidades de Acolhimento; 20 leitos de Saúde Mental em Hospital Geral e 65 beneficiários do Programa de Volta Pra Casa (PVC).

O estado tem 37.423 pessoas atendidas em 124 serviços da RAPS. Dos 110 Caps do estado, apenas um é de responsabilidade da SES, localizado em João Pessoa. Os outros são gerenciados pelos próprios municípios.

A SES, por meio da Coordenação Estadual de Saúde Mental, em parceria com a Residência Multiprofissional em Saúde Mental (Resmem/UFPB), promove em setembro várias ações na campanha ‘Porque todo cuidado em saúde mental é coletivo’. O objetivo é mapear, divulgar e valorizar ações e serviços públicos e gratuitos de cuidados contínuos com a saúde mental.

Entre as atividades, está o projeto ‘Hora da Fala’, para acolhimento e escuta multiprofissional, das 14h30 às 16h. A população pode participar remotamente por meio deste link.

É oferecido um grupo online e aberto à população para cuidado em saúde mental todas as quartas-feiras deste mês, durante uma hora e meia, informa a coordenadora de Saúde Mental da SES, Iaciara Mendes. “A ideia é que não somente em setembro, mas durante todo o ano as equipes desenvolvam ações como rodas de conversa, palestras, eventos abertos à sociedade, no sentido de criar espaços de escuta e cuidado e, assim, promover o cuidado em saúde mental nos territórios”, acrescenta.

Campina Grande

A rede municipal é composta por oito Caps. Conforme detalha o técnico em saúde mental da Prefeitura de Campina Grande, Pedro Vicente de Farias Lira, há também outros serviços que seguem funcionando normalmente, respeitando as regras de prevenção. É o caso das seis residências terapêuticas e da emergência psiquiátrica do Hospital Municipal Dr. Edgley.

“As residências terapêuticas são casas localizadas no espaço urbano, constituídas para responder às necessidades de moradias de pessoas com transtornos mentais graves, que vivenciaram longos períodos de internação em hospitais psiquiátricos”, diz Pedro Lira.

Com relação ao Hospital Municipal Dr. Edgley, onde estão disponíveis 20 leitos de internação para pacientes de saúde mental, Lira o classifica como uma das portas de entrada do segmento na cidade. “O Samu encaminha para lá”, completa.

Contatos:

  • Caps I – Galante: 3317-1262;
  • Caps I São José Da Mata: 3314-1073;
  • Caps I Viva Gente: 3310-6366;
  • Caps I (Intervenção Precoce): 3321-7454;
  • Caps AD Adulto: 3341-0017;
  • Caps AD III (Infantojuvenil): 3321-6622;
  • Caps II: 3310-7193;
  • Caps III: 3342-7192;
  • Leitos especializados em Saúde Mental (Hospital Dr. Edgley): 3077-1442.

Fonte: Portal Correio

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