Cartaxo diz que respeita manifestação popular anti Dilma deste domingo, mas cobra respeito a resultado das urnas

Único prefeito filiado ao PT de uma Capital do Nordeste, o chefe do executivo de João Pessoa, Luciano Cartaxo, defendeu a realização, por parte das entidades civis e organizadas, dos protestos previstos para este domingo (16), em mais de cem cidades do país, mas apelou por respeito, principalmente no que diz respeito ao resultado das urnas.

Segundo o gestor, o respeito ao contraditório é uma marca do Governo Dilma e, da mesma maneira que deve ser respeitada a votação das urnas, que reconduziu a petista ao comando do governo federal, a manifestação popular também merece respeito.

“O Brasil vive um processo de democracia consolidada, nós respeitamos a opinião das pessoas. A presidente Dilma é uma cidadã de bem, tem trabalhado muito pelo país, tem enfrentado um momento de dificuldades que todos nós conhecemos, a própria presidente defende o direito ao contraditório, o respeito acima de tudo, então esse é um processo que a gente respeita naturalmente, como respeitamos também as regras do jogo, o processo democrático e o processo eleitoral que se deu na última eleição”, destacou.

De acordo com o Movimento Brasil Livre, um dos fiadores do ato, foram convocadas manifestações em 114 cidades, sendo 21 capitais. Há previsão de protestos em 13 localidades fora do Brasil, como Berlim, Dublin, Washington e Nova York.

Sem previsão oficial de agenda para o final de semana, a presidente estará em Brasília e deve acompanhar os atos de sua residência oficial, o Palácio da Alvorada.

O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, estará em Brasília logo cedo, no domingo, e acompanhará todos os movimentos dos manifestantes a partir do Palácio da Justiça, na Esplanada dos Ministérios. Cardozo fará o monitoramento da sala do Centro de Comando e Controle, que tem comunicação integrada com as polícias estaduais, além de acompanhamento em tempo real das manifestações e acesso a câmeras de segurança. No fim do dia, ele deve se reunir com a presidente no Alvorada.

Os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, também estarão na Capital federal, mas sem compromissos oficiais. Ainda não há previsão de coletiva de imprensa do governo ao fim dos atos. Outros personagens considerados importantes na articulação política não foram escalados por Dilma para permanecer em Brasília. O vice-presidente Michel Temer estará em São Paulo com a família. Eliseu Padilha, da Secretaria de Aviação Civil, e Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, estarão em Porto Alegre.

À frente da organização dos protestos, além do MBL, estão os grupos “Revoltados Online” e “Vem Pra Rua”. Um evento convocado na internet, por meio do Facebook, chamado de “Mega Manifestação – Não vamos pagar a conta do PT”, conta com 50 mil pessoas confirmadas. Conforme os organizadores, o objetivo dos protestos é “exigir o fim do governo petista e repudiar seu ajuste fiscal, que passa a conta do governo para o cidadão brasileiro”.

Apesar de teor não partidário dos protestos, o PSDB, pela primeira vez, se posicionou oficialmente a favor dos atos e convocou militantes para irem às ruas. Em inserções de TV veiculadas ao longo da semana, o partido informava sobre os protestos e difundia a mensagem: “O PSDB apoia as manifestações de 16 de agosto”. Em protestos anteriores, apesar da presença de algumas lideranças, o partido manteve certa distância dos atos.

Márcia Dias

PB Agora

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