Caso Beatriz: Funcionários de escola podem estar envolvidos no crime que chocou o Brasil

Os pais da menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, se pronunciaram nesta quinta-feira (31) sobre a divulgação de que cinco funcionários do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina (PE), podem estar envolvidos no crime. Em entrevista a TV Grande Rio, afiliada da Rede Globo, o casal disse estar chocado com a possível participação de funcionários da escola na morte de Beatriz.

“Não só nós, os pais, mas toda a sociedade do Vale do São Francisco ficou chocada que um crime tão misterioso e que aconteceu de forma tão brutal tem envolvimento de personagens contratados. A gente sabe que a escola não contrata pessoal para eventos, ela reloca funcionários de outros setores para dar um apoio a esse tipo de situação. Mas, saber que pessoas estão mentindo e estão obstruindo as investigações nos deixa muito chocados”, afirmou Sandro Romilton Ferreira, pai de Beatriz.

Sandro disse ainda que ele e a esposa estão tendo dificuldades para dormir por causa da tensão. “A gente não tem dormido direito nesses últimos dias, porque a ânsia aumenta, a angustia aumenta e o desespero das pessoas também. Muitos têm contribuído com o caso”, disse. Entretanto, o casal quer chegar ao fim do mistério sobre o caso. “A gente precisa de uma resposta, seja o que for, doa a quem doer. Queremos a verdade!”, afirmou.

Em uma coletiva realizada na terça-feira (29), o delegado Marceone Ferreira informou que sete funcionários da escola onde o crime aconteceu foram demitidos após o início das investigações e que dentre eles, cinco são os funcionários suspeitos de envolvimento no homicídio. A informação foi confirmada pelo advogado da instituição, Clailson Ribeiro, que acrescentou que as demissões começaram em janeiro deste ano.

“Nós temos acompanhado o inquérito desde quando ele começou, em dezembro do ano passado. Desde então, identificamos divergências no depoimento de alguns funcionários nossos, ao todos sete e os desligamos desde janeiro. Destes, cinco foram os suspeitos citados pelo delegado”, esclareceu o advogado Clailson.

Mãe de Beatriz, Lúcia Mota discordou da declaração do advogado de que os nomes dos suspeitos deveriam ter sido divulgados pela Polícia Civil. “Nós repudiamos as declarações dadas ontem pela escola. A polícia está trabalhando e são pessoas renomadas e que não caíram de paraquedas nas investigações. Não concordo com a forma que o advogado da escola falou pedindo que abrisse o caso. Eu gostaria de pedir ao poder público que isso não acontecesse, isso é um apelo, temos que preservar a identidade das testemunhas e das pessoas que possivelmente possam não estar envolvidas diretamente com o caso”, comentou Lúcia.

Entenda o caso

A Polícia Civil acredita que pelo menos cinco pessoas participaram do assassinato de Beatriz Angélica Mota, 7 anos, morta dentro de uma escola em Petrolina (PE), na divisa com a Bahia. O crime também teria sido premeditado, e os suspeitos conheciam bem a escola, apontou o laudo da perícia local.

A garota, que morava com a família em uma chácara em Juazeiro, na Bahia, foi encontrada em um depósito de material esportivo desativado, que fica ao lado de uma quadra de esportes onde acontecia uma solenidade de formatura. Ela foi esfaqueada 42 vezes no tórax, membros superiores e inferiores.

Ainda de acordo com o laudo da polícia, o crime não aconteceu no local onde o corpo de Beatriz foi encontrado na escola. “É dado como certo que a criança não foi morta onde foi encontrada. Ocorreu a execução do crime em um outro local da escola, e a criança foi transportada e jogada no depósito, atrás do armário”, disse o delegado Marceone Ferreira, responsável pela investigação.

Três chaves da escola sumiram 10 dias antes do crime, no dia 25 de novembro de 2015. Na ocasião, o molho de chaves foi passado por alguns funcionários da escola, que registraram o desaparecimento delas no final do dia, afirmou a polícia.

Elas dariam acesso aos portões internos e externos da escola. “Além disso, no momento do crime, toda a iluminação estava desligada. As lâmpadas da escola estavam todas apagadas nos corredores. Ou seja: visibilidade zero”, disse o delegado. Isso dificultou a gravação das imagens das câmeras de segurança.

Fonte: Correio 24 Horas

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