Cássio defende que presidente do Senado seja investigado, mas sem “paralisar” o Legislativo

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), vice-presidente do Senado, defendeu nesta quinta-feira (2) que o Judiciário, a Polícia Federal e o Ministério Público deem continuidade as investigações da operação Lava Jato. Entre os citados em delações premiadas está o novo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Para o senador paraibano, o presidente deve ser investigado, mas as investigações não devem paralisar o Poder Legislativo e Executivo.

“O que os homens de bens desse país e de responsabilidade precisam fazer? Precisamos fazer com que o Judiciário, junto com o Ministério Público, junto com a Polícia Federal prossiga na operação Lava Jato ou em qualquer outra operação, mas que permitam o funcionamento pleno do Poder Executivo e Legislativo”, defendeu.

Em delação, o ex-diretor da Hypermarcas Nelson Mello afirmou que repassou ao senador cearense R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha a governador do Ceará em 2014. Outro delator, o ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, disse que Eunício recebeu R$ 2,1 milhões em propina para aprovar uma MP (medida provisória) de interesse da companhia.

Cássio ressaltou que o que existe contra Eunício Oliveira são “são vazamentos de delações trazidos pela imprensa”. “Essas delações há cada vez mais um consenso de que deviam ser abertas por um todo, porque você termina respondendo por uma acusação que você não conhece na plenitude e isso representa na prática um cerceamento de defesa, porque você não pode se defender daquilo que você não conhece”, disse.

O senador entende que o Poder Legislativo não pode “ficar parado para que as investigações tenham sequência”. “Eu acho que nossa responsabilidade é fazer o país funcionar e dar sequência a esse desafio enorme. Essa não é uma crise pequena, hoje temos milhões de desempregados. O nosso papel no Senado será dar sequência a pauta de reformas e contribuir para dar estabilidade ao Brasil para que os investidores voltem a acreditar no Brasil, invistam e gerem empregos”, declarou.

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