Campina Grande tem alto risco de transmissão das doenças do Aedes

Campina Grande tem alto risco de transmissão das doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. A informação foi divulgada nesta terça-feira (26) pela Secretaria de Saúde de Campina Grande, por meio do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa).

De acordo com o levantamento feito entre os dias 11 e 15 de abril foram encontrados focos do Aedes aegypti em 6,3% das 7.876 residências vistoriadas no período.

O bairro com maior índice é Malvinas, que chegou a 10,5%. Nos bairros de Bodocongó e Serrotão foram encontradas larvas em 8,9% das casas visitadas. Em toda a cidade são 51 bairros e apenas três estão abaixo de 4%, com um risco médio de transmissão de doenças. Os três locais que apresentaram menores índices foram Centro e Prata, com 2,6%, e o distrito de São José da Mata, com 3,1%. Os demais 48 bairros apresentam alto risco.

De acordo com a Coordenadora de Vigilância Ambiental e Zoonoses, Rossandra Oliveira, a maior parte dos focos está no nível do chão. “São reservatórios como baldes, tonéis, caixas d’água. A preocupação aumenta ainda mais com este período chuvoso e as pessoas precisam ter muito cuidado com estes recipientes para que eles não acumulem água e fiquem expostos servindo de abrigo para o Aedes depositar os ovos”, disse. Cerca de 120 Agentes de Combate às Endemias participaram do levantamento.

No acumulado desde o início do ano, os agentes já vistoriaram 187.032 casas do município, 99,4% do total de residências da cidade, mas em 29,6% eles não conseguiram entrar. Na média desde o início do ano, o índice de infestação do mosquito é de 6% e o bairro com mais registro de ocorrência do Aedes considerando os quatro meses é o Monte Castelo.

Fonte: Portal Correio

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