Confusão entre cliente e motorista de Uber vai parar em delegacia; entenda

Foto: Reprodução Internet

Um motorista que presta serviços pelo aplicativo Uber registrou um boletim de ocorrência na Central de Flagrantes de João Pessoa, nessa quarta-feira (31), após uma cliente compartilhar no WhatsApp que saltou do carro dele em movimento ao perceber que corria o risco de ser atacada. A confusão entre cliente e motorista teria acontecido Intermares, Cabedelo, na Região Metropolitana na Capital.

De acordo com o relato da mulher, um homem estaria escondido no porta-malas do veículo. Ela conta que, ao perceber a presença do estranho, gritou: “Aí o motorista deu uma arrancada no carro, mas eu consegui pular do carro e entrar no meu prédio. Ele ainda voltou e disse que não tinha ninguém no porta-malas, dizendo para eu ir olhar. Provavelmente a pessoa na mala estava armada e iria me render”, diz a cliente, na mensagem.

A cliente também divulgou nome e foto do motorista. A imagem e o relato já circulam por diversos grupos no aplicativo de mensagens. O boletim de ocorrência registrado pelo motorista denuncia “constrangimento ilegal” e “difamação”. O documento diz que o motorista negou todas as acusações feitas pela cliente e afirma que o porteiro do prédio dela poderia ser sua testemunha. Ele ainda declarou que as câmeras de segurança do prédio também podem ser usadas para comprovar sua inocência.

Em outro áudio que circula no WhatsApp, um homem, não identificado até a publicação desta matéria, diz que era o filho do motorista quem estaria no porta-malas do carro. “Ele leva o menino para o trabalho porque não tem com quem deixar. Aí quando o menino sente sono, dorme no porta-malas. Ele [o motorista] me mostrou tudo, tem até lençol no porta-malas”, diz a gravação. No entanto, essa versão não foi apresentada pelo motorista no registro de ocorrência. De acordo com o que foi redigido pelo escrivão, o motorista disse apenas que “não havia nada de anormal no veículo”, sem explicar o que a mulher poderia ter visto.

Não se sabe se a Polícia Civil já ouviu a cliente em questão, nem quais serão os próximos passos da investigação. A delegada que atendeu a ocorrência, Juvanira Holanda, não quis informar detalhes do caso, alegando que já havia encerrado seu plantão. Ela orientou que a reportagem procurasse a coordenação de plantão da Central de Flagrantes, mas o funcionário que atendeu a redação disse que “os dados da ocorrência não estavam disponíveis, uma vez que a delegada já tinha ido embora”.

Redação com Portal Correio

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