CPI que pede indiciamento de Veneziano Vital e mais nove pessoas é entregue ao MPF

Com cerca de 3 mil páginas, o relatório da CPI do Tesoureiro foi entregue na tarde desta terça-feira, 5, ao Ministério Público Federal. A investigação durou seis meses e foi encerrada no dia 15 de fevereiro e pede o indiciamento do deputado federal Veneziano Vital do Rego (PMDB), oito ex-auxiliares e um empresário por improbidade administrativa, crime de responsabilidade, associação criminosa, peculato, falsidade ideológica, e fraude em licitação.

O pedido será avaliado e designado para um dos três procuradores do MPF no município. Segundo presidente da CPI, os demais relatórios devem ser entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Procuradoria-Geral do Município e da República até o dia 15 deste mês. “Estamos montado uma pauta para a entrega dos relatórios, pois o processo agora deve continuar nas esferas judiciais. Como parlamentares, fizemos o nosso papel na CPI, mas, apesar da existência de documentos, anexos e relatos não temos prerrogativa para julgar e isso fica em responsabilidade da justiça agora. Ao todo, o relatório tem 3,7 mil páginas com os anexos”, disse João Dantas.

Quando o relatório foi apresentado em fevereiro, Veneziano Vital declarou que a CPI foi movida por interesses políticos. “A CPI foi constituída para nos provocar, nos agredir para gerar algum tipo de desgaste à nossa imagem, quando eu era um pretenso candidato a prefeito, utilizando outros interesses e espaços midiáticos para tentar me atingir. Essa é a prática de meus inimigos políticos. É lamentável uma Comissão Parlamentar que faça esse papel, que não tenha seriedade, que diminui o parlamento, diminui a própria casa legislativa”, disse ele.

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