Delação liga chefe de obras de Pezão a cartel em licitações na gestão Cabral

Prestes a completar dez anos na presidência da Emop (Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro), o engenheiro civil Ícaro Moreno Júnior foi citado como intermediário na negociação entre o governo do Estado e dez empreiteiras acusadas de fraude e formação de cartel em licitações de obras de urbanização do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das favelas.

As revelações são da construtora Andrade Gutierrez, que fez parte do esquema, em acordo de leniência firmado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) na última segunda-feira (28).

As informações se referem a obras realizadas na gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) –preso na Operação Calicute, da Polícia Federal, e acusado de encabeçar um grandioso esquema de pagamento de propina em obras do Estado.

Após a renúncia do ex-chefe do Executivo, em 2014, Ícaro foi mantido no cargo pelo vice de Cabral e seu sucessor, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e permanece até hoje à frente da Emop.

Procurada pelo UOL, a assessoria de comunicação da empresa pública informou que “todos os procedimentos foram feitos dentro da legalidade, baseados na lei de licitações, sem infração à ordem econômica”. A reportagem tentou contato telefônico com Ícaro em dois números de telefone distintos, mas não obteve resposta.

Foram três consórcios vencedores do certame do PAC das favelas e que reúnem as dez empreiteiras responsáveis pelas obras em cada região: “Novos tempos” (Rocinha), formado por Queiroz Galvão, Caenge e Carioca; “Manguinhos” (Manguinhos), com Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Camter e EIT; e “Rio Melhor” (Complexo do Alemão), com Odebrecht, OAS e Delta.

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