Deputado paraibano lamenta mortes por feminicídio no Brasil

Lembrando a trágica morte da estudante Raphaella Noviski, 16 anos, brutalmente assassinada por Misael Pereira Olair, 19 anos, que desferiu 11 tiros no rosto da jovem por motivos banais, o deputado federal paraibano Luiz Couto registrou em pronunciamento na Câmara dos Deputados seu repúdio ao feminicídio, tipo de crime no qual o Brasil tem a quinta maior taxa do mundo.

O Atlas da Violência 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada — IPEA e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, este ano, revela que entre 2005 e 2015 o numero de mortes por raça e gênero entre mulheres negras aumentou em 22%. Em 2015, cerca de 385 mulheres foram assassinadas por dia, em nosso país. A porcentagem de homicídio de mulheres cresceu 7,5% entre 2005 e 2015, em todo o País. “Isso mostra que o Brasil é um país machista e com a cultura bem elevada de desrespeito às mulheres”, lamentou o parlamentar.

Segundo o Atlas, em inúmeros casos, as mulheres são vítimas de outras violências de gênero, além do homicídio, categorizadas pela Lei Maria da Penha como psicológica, patrimonial, física ou sexual.

“É importante frisar que a Lei do Feminicídio, aprovada há dois anos, trouxe ao país um avanço para dar mais visibilidade aos assassinatos de mulheres. Mas, infelizmente o numero de casos ainda é uma grande preocupação para nós legisladores e uma das medidas e serem tomadas seria incluir essas informações do número de feminicídios, na base de dados do SIM — Sistema de Informação Sobre a Mortalidade, constando como homicídio de mulheres, bem como fazer um trabalho de conscientização da cultura do respeito”, defendeu Luiz Couto.

O parlamentar, que também é padre, lembrou a mensagem do Papa Francisco sobre a cultura do respeito: “Ele nos diz que todos aqueles que possuem um papel de responsabilidade em uma Nação são chamados a enfrentar o futuro “com os olhos calmos de quem sabe ver a verdade”, como dizia o pensador brasileiro Alceu Amoroso Lima. Ao implantar esta cultura o ser humano passará a olhar as mulheres com outros olhos, qual sejam, os olhos do respeito ao seu ser e a seu modo de viver”, concluiu Couto.

Ascom

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