Dinheiro de estatal africana foi lavado na capital paraibana

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Praia de Tambaú, em João Pessoa (Foto: Divulgação)

Segundo um inquérito da Polícia Federal (PF) obtido pela Agência Pública, Castro Paiva – que foi durante 25 anos diretor-geral em Londres da poderosa estatal petrolífera angolana, a Sonangol – desviou dinheiro sujo do país africano para os empreendimentos imobiliários na costa paraibana.

A complexa trama de ocultação de moedas e patrimônio, operada por meio de uma série de empresas em paraísos fiscais, envolveria também a filha do ex-presidente de Angola, a mulher mais rica da África e alvo da série de reportagens do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) do qual a Pública participa: a Luanda Leaks.

A investigação da PF, que apontam indícios de peculato, desvio de verbas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro contra Castro Paiva foram enviadas ao Ministério Público Federal.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o inquérito corre em sigilo.

Para a construção do Solar Tambaú teriam sido gastos R$ 20 milhões somente para erguer o edifício. No Mussulo, o mesmo investidor angolano teria gasto outros R$ 70 milhões.

A assessoria do investidor em João Pessoa nega envolvimento dele no esquema.

Fonte: Portal Correio

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