Doleiro da Lava Jato fugiu do país em cruzeiro de luxo para a Europa, diz MPF

Foi da varanda da cabine 13045 do cruzeiro MSC Preziosa que René Maurício Loeb viu o Brasil pela última vez. Era 8 de abril, em Santos, no litoral de São Paulo. E o doleiro investigado pela Lava Jato, acusado de envolvimento na movimentação de cerca de R$ 100 milhões no mercado negro do dólar, seguia para a Europa numa embarcação com escadas adornadas com cristais Swarovski e piscina com borda infinita.

Para os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), começava aí a fuga que fez Loeb se transformar em mais um foragido da Operação Câmbio, Desligo, fase da Lava Jato do Rio que desarticulou o esquema criminoso comandado por outro doleiro, Dario Messer, considerado o “doleiro dos doleiros” – e que também é um fugitivo.

Bilhete de viagem do doleiro em cruzeiro (Foto: Reprodução)

Há consenso entre os membros da Lava Jato que a ação vazou semanas antes da deflagração. E que isso até era esperado, na medida que os principais delatores do esquema desvendado precisaram sair seguidamente da cadeia para depor – em movimentação que, assim que notada pelos demais detentos, começa a gerar hipóteses.

Os dois delatores, Vinicius Claret e Claudio Barbosa, eram os principais administradores da rede de doleiros. Messer era o alvo óbvio de seus subordinados.

Infográfico mostra o esquema ilegal de compra e venda de dólares deflagrado na operação ‘Câmbio, Desligo’ (Foto: Infográfico: Juliane Monteiro/G1)

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Da Redação Paraíba Debate com Arthur Guimarães/TV Globo Rio de Janeiro

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