Empresa instala ‘mercados rápidos’ em condomínios para reforçar isolamento na Paraíba

125
Foto: Kely Rodrigues/Arquivo pessoal

Para contribuir com o distanciamento e isolamento social durante a pandemia de Covid-19, uma empresa paraibana começou a instalar mercados rápidos para pequenas compras em condomínios localizados em João Pessoa. A inciativa tem a finalidade de colaborar para que as pessoas saiam menos de casa e reduzam as chances de contaminação pelo novo coronavírus. Os estabelecimentos podem ser instalados em espaços inutilizados. Os pequenos mercados deixam à disposição dos moradores itens de primeira necessidade, 24 horas por dia. No entanto, eles não suprem a necessidade de compras mensais.

Sem atendentes, o morador do condomínio pega os produtos e paga por eles em um totem de autoatendimento. Os pagamentos podem ser feitos por meio de cartões de crédito, débito e carteiras digitais pelo celular. A aceitação dos clientes tem sido positiva. Seis mercados foram instalados nos primeiros 30 dias da iniciativa. Kely Rodrigues é síndica de um dos condomínios, localizado no bairro Brisamar, que implantou o serviço. Após o subsíndico do local sugerir a adoção do serviço, uma consulta foi feita com as 140 famílias que moram no prédio.

“Consultamos os condôminos e foi um sucesso absoluto. A praticidade e a variedade são os tops da lista de elogios porque [o mercado] trouxe comodidade. Temos muitos moradores que trabalham fora. Eles sempre elogiam o fato de que quando precisam de algo, têm tudo ao alcance das mãos, sem precisar sair de casa”, explicou Kely.

Assim como evitar sair de casa é uma medida de prevenção de infecção pelo novo coronavírus, outras ações são adotadas para regulamentar a entrada dos moradores no mercado. Conforme a síndica, apenas duas pessoas podem entrar na unidade por vez. No local, são disponibilizados álcool em gel e tecidos descartáveis para higienização dos produtos. A ideia de instalar os mercados nos prédios também surgiu como forma de superar a crise no mercado que a empresa atua. Paulo Renato contou que ele e o sócio Carlos André ofereciam equipamentos de autoatendimento para outras empresas, o trabalho foi comprometido porque a maioria delas está suspensa devido à pandemia.

A instalação dos estabelecimentos não tem custo para os condomínios. Outra aposta da empresa é estabelecer laços de confiança com clientes, já que eles são responsáveis por todas as etapas das compras.Os minimercados só podem ser instalados em condomínios com pelo menos 80 unidades habitacionais. O perfil de cada um deles é moldado de acordo as sugestões dos clientes de cada local, que avaliam as experiências de consumo que vivenciam.

Redação Paraíba Debate com Informações G1PB

Compartilhar

Enquete

Você é CONTRA ou A FAVOR de encerrar a quarentena do COVID-19?

Cotações

  • Dólar Turismo
  • Libra
  • Peso Arg.
  • Bitcoin

Denuncie pelo WhatsApp