Esforço concentrado nas Varas criminais da Capital e Campina Grande será deflagrado na próxima segunda-feira

As unidades judiciárias criminais de João Pessoa e Campina Grande iniciarão, a partir da próxima segunda-feira (23), um esforço concentrado para acelerar o julgamento das ações penais com presos provisórios. Após reunião realizada com os juízes das Varas criminais de Campina Grande na manhã de ontem, quarta-feira (17), no período da tarde o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Marcos Cavalcanti, se reuniu também com os magistrados da Capital, para dialogar sobre a medida.

Na ocasião, o presidente lembrou os atuais problemas carcerários enfrentados em todo o país e afirmou que, com esta ação, o Judiciário busca enfrentar a parte que lhe cabe: julgar os processos e combater a morosidade.

“O esforço concentrado é uma determinação da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmem Lúcia, e deverá ocorrer em todos os estados da federação, por 90 dias, podendo ser prorrogado. Dobrarei o número de juízes, servidores e assessores nas unidades com mais problemas, para darmos uma resposta positiva à sociedade”, declarou.

A reunião contou também com a presença do presidente eleito para a próxima gestão do TJPB, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, além dos desembargadores Carlos Martins Beltrão Filho e Márcio Murilo da Cunha Ramos. Na ocasião, os presentes puderam ouvir dos titulares das unidades (Entorpecentes, Tribunal do Júri, Criminais, Execução Penal e Violência Doméstica contra a Mulher) as particularidades de cada área, a fim de criarem soluções individualizadas.

Além de integrantes da Justiça, o esforço terá a participação do Ministério Publico, Defensoria Pública,  OAB e demais órgãos envolvidos com o Sistema Penitenciário da Paraíba.

Reuniao_Pres_Marcos_com_juizes_Forum_Criminal_18_01_17_ (8)Para o juiz auxiliar da Presidência do TJPB e coordenador do esforço, Carlos Neves da Franca Filho, a medida também contribuirá para o desencarceramento ou alcance de benefícios. “Atualmente, cerca de 40% dos presos estão aguardando julgamento. Esta é uma média nacional”, informou.

Fonte: TJPB

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