Ex-PM suspeito na morte da vereadora Marielle Franco chega ao presídio de Mossoró

Imagem: avião com ex-PM / Jeniffer Rocha/Inter TV Costa Branca

O ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, chegou na noite desta terça-feira (19) no Presídio Federal de Mossoró, unidade de segurança máxima no Oeste do Rio Grande do Norte. Ele foi transferido após determinação judicial e chegou ao presídio de avião.

O avião que levou o ex-PM chegou a Mossoró, RN, no início da noite desta terça. Orlando seria chefe de uma milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro e foi apontado por um delator como suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Ele estava preso desde outubro do ano passado na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu I), na Zona Oeste do Rio. O advogado do ex-PM entrou com um pedido de habeas corpus para que ele responda pelos crimes em liberdade. O ex-PM está preso sob acusação de chefiar uma milícia em Curicica.

Imagem: ex-PM suspeito de mandar matar Marielle / divulgação

Orlando foi preso pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Ele é acusado de mandar matar, em 2015, o presidente da escola de samba União do Parque Curicica, Wagner Raphael de Souza, conhecido como Dádi, morto com 12 tiros atingidos no carro.

Uma testemunha do caso, um homem que trabalhou para um dos mais violentos grupos paramilitares do Rio, procurou a polícia para denunciar o ex-PM, em troca de proteção. Ele contou à Polícia Federal que o vereador Marcelo Siciliano e o ex-PM Orlando queriam a morte da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março deste ano, junto com seu motorista Anderson Pedro Gomes.

Em três depoimentos à Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil, a testemunha deu informações sobre datas, horários e até locais de reuniões entre o vereador e o miliciano. Também forneceu detalhes de como, segundo ele, a execução foi planejada. As conversas entre os dois teriam começado em junho do ano passado. Procurado pelo GLOBO, Siciliano disse que não conhece Orlando de Curicica e afirmou que se trata de “notícia totalmente mentirosa”.

Até o momento, mais de três meses depois do ocorrido, ainda não há prisão ou acusados declarados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o caso.

Fontes: Blog Cláudio Oliveira e O Globo

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