EXCLUSIVO: Campina terá novo modelo de racionamento e Cagepa garante qualidade da água

Nos próximos dias, Campina Grande deverá ter um novo esquema de racionamento intercalado em duas áreas da cidade, com mais dias de água de água, com abastecimento durante três dias da semana. A adoção do novo modelo será necessária quando o volume do açude Epitácio Pessoa, o Boqueirão atingir o volume morto. A informação foi do gerente regional Borborema da  Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Ronaldo Amâncio Meneses, durante sessão especial alusiva ao Dia Mundial da Água, proposta pelo vereador Napoleão Maracajá (PC do B) e realizada na manhã desta terça-feira na Câmara Municipal Casa de Félix Araújo. A previsão da Cagepa é de que mesmo sem chuvas, haverá água suficiente para abastecer a cidade até o primeiro trimestre de 2017.

Ele disse que todos os dias o volume vem sendo monitorado e que o volume inatingível pode ser alcançado a qualquer momento. “Estamos prestes a entrar no volume morto e quando isto acontecer a captação da água será flutuante e com a vazão emergencial menor, não haverá condição de atender a cidade ao mesmo tempo, então estudamos a divisão da cidade por zonas, tentando aglutinar as regiões do ponto de vista geográfico, mas também levando em consideração as nossas tubulações. O domingo continuará sem abastecimento.

O gerente também descartou problemas na qualidade da água. “A Cagepa faz testes e ensaios constantemente em relação a uma série de aspectos da qualidade da agua, e também outros órgãos como o laboratório da UEPB. A água do Boqueirão tem alto teor de cloreto e a media que o nível vai baixando, ele vai aumentando, causando mudança do sabor, mas todos os demais aspectos estão dento dos parâmetros normais”, disse.

Ronaldo Meneses explicou que a população não precisa se preocupar em relação aos metais pesados e as cianobactérias, e que os coliformes fecais estão ausentes da água do manancial. “Sempre fizemos ensaios frequentes porque inclusive isto é exigido por lei, agora eles são ainda mais frequentes”, disse.

Atualmente, Campina Grande e mais 17 cidades abastecidas pelo Boqueirão enfrenta, segundo ele, o terceiro cenário de racionamento e está prestes a entrar no quarto que se caracteriza pela entrada do açude no seu volume intangível. Desde novembro de 2015, a Cagepa trabalha com a retirada de apenas 650 litros de água, menos da metade do necessário para atender a demanda todo o sistema do sistema de Campina que é de 1.400 litros por segundo.

Por Fernanda Souza

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