Executivo relata almoço com Vital do Rêgo e Argello para poupar empresas

Imagem: Vital / divulgação

O executivo da Andrade Gutierrez Gustavo Xavier Barreto afirmou em depoimento àPolícia Federal (PF) que houve um almoço na casa de familiares do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), no qual também esteve o ex-senador Vital do Rêgo, em que foi falado sobre a preocupação da CPMI da Petrobras em “não prejudicar as empreiteiras”. O depoimento foi anexado nesta terça (10) à ação penal aberta contra Argello na Justiça Federal do Paraná.

Vital do Rêgo, que atualmente é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), foi senador pelo PMDB da Paraíba e presidente da CPMI da Petrobras – Gim Argello era o vice-presidente da comissão de investigação do esquema de corrupção na estatal. Argello é acusado de ter exigido propina para não convocar empreiteiros para depor na CPMI.

Ao receber a denúncia contra Gim Argello, o juiz Sérgio Moro afirmou que a participação de Vital do Rêgo no caso deve ser apurada no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), já que como ministro do TCU ele possui foro privilegiado.

O procurador-geral da República pediu ao STF a abertura de inquérito contra Vital Rêgo. O pedido foi baseado na delação do senador Delcídio do Amaral, que relatou esquema para impedir convocações na CPMI, citando Vital do Rêgo.

Almoço

De acordo com o depoimento de Gustavo Xavier Barreto, o almoço ocorreu na casa da sogra do filho de Gim Argello em Brasília na época em que se iniciavam os trabalhos da CPMI, em 2014. Além de Argello e Vital do Rêgo, estavam presentes representantes das empreiteiras Andrade Gutierrez, Odebrecht, e OAS.

Na ocasião, Argello disse aos representantes das empresas que estava preocupado que a CPMI pudesse gerar impacto nas empresas. Ainda conforme Barreto, o então senador Vital do Rêgo se manteve “discreto” na conversa, que era conduzida por Gim Argello. “Gim Argello queria dizer que a CPI poderia impactar o funcionamento das empresas e a atividade econômica delas. No entanto, não houve qualquer menção objetiva ou pedido específico para as empresas nesta oportunidade, embora Gim Argello tenha se colocado à disposição para eventualmente conversar durante o andamento da CPI”, afirmou Barreto.

Fonte: G1

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