Grávida perde o bebê após falta de atendimento no Hospital de Pocinhos; diretora diz que mulher foi atendida

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Foto: Reprodução

Na manhã desta quarta-feira (28), um morador de Pocinhos, usou suas redes sociais para relatar a falta de atendimento a uma grávida pelo hospital Municipal. De acordo com Manoel Barros, a mulher teria chegado com um descolamento de placenta e com sangramento e o hospital teria falado que era normal e a mandou para casa.

Ainda de acordo com Manoel, a mulher teria perdido o bebê pela falta de assistência do hospital. “A mulher chegou no hospital de Pocinhos com um descolamento de placenta e com sangramento e ainda é normal? mandou ela para casa e ela perdeu o bebê. Realmente a saúde de Pocinhos está desmantelada, tinha que ter colocado para o Isea” , afirmou Manoel na postagem.

Em conversa com o portal Paraíba Debate, a mãe da mulher, Jardilene Nascimento, relatou o sofrimento da filha .”Minha filha foi por três vezes aqui no hospital de Pocinhos com sangramento, e em vez de eles mandarem ela pra Campina Grande, mandaram para casa e disseram que era para ela ter repouso. Só que as dores foram aumentando e a mesma foi retornando para o Hospital. Em vez de eles mandarem para o ISEA mandava sempre ela para casa. Eles alegaram que se mandasse para o ISEA eles iam deixar ela sofrer lá, só que ela sofreu foi em casa e sozinha a míngua. Se meu neto tivesse tido socorro, e se ela tivesse ido até o ISEA poderia ter sido salvo. Um sangramento não é normal e ainda mais de uma menina de 14 anos”, disse.

De acordo com a diretora do Hospital, Lysangela: “a gestante estava com a gente acredita que de 20 semanas, e a mesma não tinha acompanhamento médico e não fazia pré-natal e não chegou com o cartão da gestante. Ela foi para o Hospital na segunda a noite dizendo que estava com dores abdominais e com um pequeno sangramento. O médico atendeu, medicou e informou que ela precisava ser encaminhada para o ISEA para fazer uma ultrassom e saber o que estava realmente acontecendo com o feto. Ela ficou no Hospital de observação e o médico disse olhe, eu vou tentar mandar o e-mail agora a noite só que provavelmente à noite eles não vão atender”, disse.

Ainda de acordo com a diretora, a paciente teria optado em voltar para casa. “Ela foi quem disse que queria ir pra casa, que estava bem, e que não estava sentindo mais nada e que se sentisse mais alguma coisa, retornaria para o Hospital. Só que quando foi pela madrugada ela retornou e o sangramento já estava mais intenso, foi medicada e pediu para ir no banheiro e teve um aborto espontâneo. Então o médico fez todo o procedimento, socorreu o feto, colocaram dentro da ambulância, o feto ainda chegou vivo no ISEA. Só que por ser muito prematuro com 20 semanas ele não ia sobreviver”, concluiu.

João Cardoso- Redação Paraíba Debate

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