Horário de verão entra em vigor em dez Estados e altera funcionamento de órgãos e serviços na Paraíba

Entrou em vigor neste fim de semana o horário de verão em dez estados mais o Distrito Federal. Desde a meia-noite de sábado (17) para domingo (18), que os moradores adiantaram os relógios em uma hora. O horário de verão vai durar até o dia 21 de fevereiro de 2016.

Embora não esteja valendo para o Nordeste, o horário de Verão provocará alteração na rotina dos paraibanos. Isso porque, muitos órgãos funcionam com no horário de Brasília. A Paraíba não está entre as unidades federativas que aderiram ao horário e adiantaram o relógio em uma hora, mas os paraibanos devem ficar atentos às mudanças dos horários dos bancos, aeroportos, correios, entre outros serviços.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a partir da segunda-feira (19), as agências bancárias e lotéricas do estado devem antecipar em uma hora o horário de funcionamento. Em vez de iniciar os serviços às 10h, os bancos vão abrir às 9h e encerrar o expediente às 15h. As transações bancárias eletrônicas são encerradas uma hora mais cedo.

Aeroportos Segundo informações da Infraero, os aeroportos nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país vão funcionar de acordo com a programação do horário de verão. Porém, os estados das regiões Norte e Nordeste, entre eles a Paraíba, não entram no regime.

A recomendação do órgão é que os passageiros devem prestar atenção nos horários locais registrados na passagem, que já estão adequados. Em caso de dúvidas sobre os horários dos voos, os passageiros podem entrar em contato com as companhias aéreas. Correios A única alteração no atendimento será no horário limite de postagem para que um objeto siga ao destino no mesmo dia, que será antecipado em uma hora. Esse horário varia de agência para agência, pois depende do horário da coleta dos objetos. Fora isso, o horário de funcionamento das agências e a prestação dos serviços seguem sem alterações.

O governo federal estima que irá economizar cerca de R$ 7 bilhões com a adoção do horário de verão. O valor diz respeito aos investimentos que precisariam ser feitos no sistema elétrico caso a mudança de horário não fosse adotada. Neste caso, seria necessário atender a uma demanda adicional de 2,6 mil megawatts (MW) no período, segundo o Ministério de Minas e Energia.

O horário diferenciado vale para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

Entre os objetivos está a redução da demanda durante o horário de pico, que vai normalmente das 18h às 21h. Com o horário de verão, a iluminação pública, por exemplo, é acionada mais tarde, deixando de coincidir com o horário de consumo da indústria e do comércio.

O governo explica que o horário de verão possibilita a ampliação do período de maior consumo, reduzindo o volume de carga de energia nas linhas de transmissão, nas subestações e nos sistemas de distribuição num mesmo momento, o que reduz os riscos de apagões.

A expectativa é chegar a uma redução média de 4,5% na demanda de energia no país no horário de maior consumo, com economia de 0,5% durante todo o período do horário de verão. Os patamares são os mesmos do que os registrados em anos anteriores.

Conforme o Ministério de Minas e Energia, a economia equivale, aproximadamente, ao consumo mensal de energia de Brasília (DF), que tem 2,8 milhões de habitantes, ou à metade do consumo mensal de uma cidade como Curitiba (PR), cuja população é de 1,7 milhão de pessoas.

O ano de 2015 tem sido marcado pela queda do consumo de energia no país, em meio a uma atividade econômica em recessão e também à forte alta das tarifas de energia.

Por conta da escassez de chuvas, que prejudicou o armazenamento nas represas das principais hidrelétricas do país, o governo vinha mantendo ligadas, até agosto, todas as térmicas disponíveis desde o final de 2012. Como essa energia é mais cara, a medida contribuiu para a elevação do valor das contas de luz.

Segundo as pesquisas, o horário de verão pode afetar o tempo de prática de atividades físicas, no número de acidentes de carro e até no período em que funcionários passam navegando na internet de forma improdutiva durante o expediente.

Esta será a 40ª edição do horário de verão no país. A primeira vez ocorreu no verão de 1931/1932. O objetivo é estimular o uso racional e adequado da energia elétrica. Segundo o de Minas e Energia, nos últimos dez anos, o horário diferenciado em parte do país durante o verão tem possibilitado uma redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de pico.

Redação

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