Hotel de Brasília vira Q.G de delação da Odebrecht e nomes contidos em lista estão sendo checados

Em reuniões que entram madrugada adentro, regadas a água, café e vinho branco, o empresário Emílio Odebrecht, patriarca do grupo Odebrecht, dá ordens e debate com os advogados que participam das negociações daquela que pode se tornar a mais explosiva delação premiada da Operação Lava Jato. O detalhe é que, da sala de reuniões onde estavam, na cobertura do Windsor Plaza Brasília, é possível avistar o lugar onde tudo começou, dois anos e sete meses atrás: o Posto da Torre, que deu nome à operação e levou a Polícia Federal até a contabilidade secreta do doleiro Alberto Youssef.

Procuradores da República e policiais federais que atuam na Operação Lava-Jato estão numa corrida para tentar confirmar informações reveladas na fase preliminar do acordo de colaboração premiada que deve ser firmado por 15 diretores da construtora Odebrecht e dezenas de gerentes — o número pode chegar a 50.

Em conversas gravadas desde fevereiro, mas que ainda não têm valor como prova, esses 15 dirigentes da empreiteira — entre eles o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba há mais de um ano — apontaram mais de 230 políticos como beneficiários diretos de desvios de dinheiro público. Em alguns casos, para usufruto. Em outros, para pagamento de dívidas de campanha (caixa 2). Há na lista de delatados deputados federais, senadores, ex-ministros, ministros, governadores e ex-governadores.

Não se pode confundir essa lista com a que surgiu em fevereiro, quando foi apreendida planilha com nome de pelo menos 200 políticos que receberam doações da empreiteira. Investigadores do caso asseguram a Zero Hora: ao contrário da primeira, a lista atual aborda apenas doações ilegais. Isso foi conseguido após sucessivas conversas com os delatores. Aí surgiram os nomes dos mais de 230 supostos cobradores de propina.

Com Estadão e Zero Hora

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