Intervenção em Barreira do Cabo Branco pode afetar praias adjacentes

“As areias das praias de Cabo Branco, Penha, Tambaú e Manaíra podem desperecer se o Projeto Executivo da Falésia do Cabo Branco apresentando pela Prefeitura de João Pessoa for implantado”, a afirmação é do especialista em recursos hídricos, Pedro Severino de Sousa. Segundo ele, o projeto, além de não resolver o problema de erosão da barreira, vai provocar o avanço do mar nas praias adjacentes.

O especialista explica que os gabiões previstos para serem construídos pelo projeto, não tem respaldo científico dentro da engenharia hidráulica marítima que impeça o avanço do mar. “Sou completamente contra esses gabiões, eles não irão conseguir impedir a erosão na barreira, e ainda vão causar efeitos colaterais, pois vão levar as correntes marítimas para as praias adjacentes, fazendo com que o mar avance nas praias”, ressaltou.

Pedro afirma que o maior problema do local é a erosão de cima para baixo e não a causada pela corrente marítima. Um das propostas do especialista é fazer a drenagem pluvial da parte superior no bairro Altiplano e ainda reflorestamento do local. “Deveria se construir um parque ecológico no estilo paisagístico para proteger a falésia”, explica.

Ele lembra, que o problema que o projeto vai causar as demais praias de João Pessoa será parecido com o que acontecer em praias de Pernambuco. “Quando a água bate nos gabiões e não consegue passar, ela escorre para os lados, causando impactos em outros locais. Em João Pessoa, esses outros locais, serão as praias do Cabo Branco, da Penha e adjacentes”.

Para o presidente do Grupo Amigos da Barreira, Ricardo Lombardi, o projeto da Prefeitura “é caro e não vai funcionar, só vai prejudicar mais a situação”. Ricardo afirma que com medidas mais simples, a barreira pode ser contida. “Vale lembrar ainda, que o projeto vai descaracterizar o ambiente paisagístico do local, o que é proibido pelo estatuto da cidade fazer qualquer mudança sem antes realizar uma audiência pública especifica sobre o assunto”, ressaltou.

O projeto da Prefeitura prevê a construção de um caminho no mar para que os caminhões passem com as pedras que serão instaladas a 300 metros. Ricardo Lombardi afirma, que essa passagem, além de mudar o ambiente, vai prejudicar a navegação de pequenas embarcações, pois o caminho não será retirado depois. “Além de não ser eficiente, é impactante”, finalizou.

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