Jovem que matou pai e namorada em Campina Grande diz que se arrependeu

O jovem acusado de matar o pai e a namorada dele, Mateus Carneiro Irineu, 18 anos, neste domingo (1º), no bairro da Ressurreição, em Campina Grande, disse ao repórter Renato Diniz estar arrependido. Segundo ele, não foi nada planejado, mas uma grande discussão envolvendo o pai Francisco de Assis Santana Irineu, 42 anos, a namorada Ana Clara Nascimento Sousa, 22 anos, e a mãe de Mateus, que não teve o nome revelado. Acompanhe trechos da entrevista, realizada nesta quarta-feira (4).

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De acordo com a Polícia Militar, o jovem morava no primeiro andar do prédio onde funcionava o bar que o pai tomava conta. O crime ocorreu no estabelecimento e a Polícia Civil encerrará o Boletim de Ocorrência e conduzirá o acusado a um dos presídios da cidade.

Relacionamentos – “Havia muitos conflitos entre eu e ele (o pai). Eu era traumatizado porque ele era uma pessoa muito agressiva. Ele falava muito contra nós. Quando ele chegava assoviando, eu já ficava com medo. Com minha mãe, ele também não tinha calma, eles eram afastados. Não andavam juntos. Para minha mãe sair com ele, ela que tinha de pagar a conta do local onde íamos. Quando eu morava com ele era mais brigas por finanças.”

Crime – “Não foi premeditado. Domingo de manhã, quando meu pai foi deixar as coisas do bar, ele me falou para avisá-lo, para eu dar o toque, quando a namorada dele chegasse. Eu falei ‘certo’. Quando deu a hora do almoço e ela não apareceu, eu fui jogar. Ele ficou bebendo. Mãe ligou para mim, não deu para atender. Ela (Ana Clara) falou com mãe no WhatsApp. Mãe me pediu uma foto para para ‘ver a cara dela’. Eu dei conselhos para ela deixar isso de lado. Eu já fiquei com raiva dele por ele ter me pedido para avisar da chegada da amante, não queria mais ter raiva. Aí, de noite, mãe apareceu lá no bar num carro. Aí, tava meu pai e a amante, bebendo e tirando selfie. Minha mãe chegou e começou uma conversa, querendo ir para cima da moça, aí começou a briga. Pai foi para cima de mãe e aí eu tive que defendê-la.”

Arma – O revólver era do meu pai, ele andava armado porque ele era agiota. Todo domingo ele levava aquela arma pro jogo de futebol, pro bar. Eu tenho noção, eu sei que o que eu fiz foi errado, mas eu não sei explicar. Nunca tive problemas com a polícia ou com a Justiça. Não achei que eu tinha matado. Fiquei desesperado, pedi pra minha mãe me levar para delegacia, aí ela queria me levar para fazer uma oração.”

Prisão – “Quis voltar no bar por causa da minha esposa, mas não fui com medo de alguém ter pego a arma e me fazer algum mal. Aí, minha mãe, me levou para a delegacia, eu me entreguei. Eu não fiz isso para ficar com os bens dele e eu não quero nada dele. Eu não fiz esse mal para querer o que era dele. Eu já estava procurando emprego para sair de perto deles, dessas brigas deles dois.”

Recado – Tudo o que eu tenho que fazer é pedir e desculpa, mas foi coisa de momento. Não queria fazer mal nenhum ao meu pai, foi ele quem me deu a vida, me deu as oportunidades. Estou muito arrependido. Não consigo dormir desde que cheguei aqui. Preciso de apoio psicológico, mas estou… só de imaginar, quando paro para pensar no que fiz ao meu pai.. sei não.”

Valdívia Costa do PB Debate com TV Borborema

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