Luiz Couto registra disparidades brasileiras no Dia da Justiça Social

Nesta segunda-feira, 20 de fevereiro, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) registrou a passagem do Dia Mundial da Justiça Social, data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas há oito anos. Couto abordou a imensa disparidade social, oriunda do índice absurdo de concentração de renda, que, por sua vez, se alimenta da precarização das relações de trabalho e da ausência de políticas consistentes de inclusão social.
Em sua explanação, Luiz Couto relacionou o tema com o sentido da luta de seu partido, o PT, no Brasil. “Desde sua criação, em 1980, o PT vem pautando sua atividade política pelo interesse mais direto da classe trabalhadora: a reversão dos péssimos índices de distribuição de renda e de concentração fundiária, da precariedade de mecanismos eficientes de ascensão social. Nasceu o PT, na verdade, do anseio de construir uma sociedade mais justa, menos estratificada, em que verdadeiramente se respeitem os direitos fundamentais da pessoa humana e do cidadão”, disse o parlamentar.
O petista esclareceu que conceito de justiça social não coincide com a clássica ideia de justiça, uma mulher de olhos vendados, simbolizando a imparcialidade. Justiça social se estabelece a partir da compensação de diferenças, no sentido de privilegiar a garantia de direitos aos desiguais. Daí o esforço mundial pela erradicação da pobreza por meio da redistribuição de riqueza; pela disseminação de políticas de bem-estar social, que visem o acesso universal à saúde, à educação, ao emprego e à moradia digna; pela eliminação de barreiras por motivos de gênero, raça, etnia, religião, idade ou condição física, no sentido de garantir direitos e oportunidades iguais a todas as pessoas.
“É indispensável que qualquer projeto de desenvolvimento econômico sustentável priorize um patamar mínimo de justiça social. Até porque não se pode considerar bem-sucedido um modelo econômico que concentre, nas mãos das 62 pessoas mais ricas, a riqueza somada de 50% da população mundial; que apenas 20% consumam 80% dos recursos globais; que milhões e milhões de pessoas, em todos os continentes, estejam impossibilitadas de ascender socialmente em função de sua raça, sexo ou religião”, alertou o paraibano.
O Programa Bolsa Família foi citado por Luiz Couto como um exemplo grandioso de transferência de renda, que tirou da linha da miséria cerca de 36 milhões de brasileiros: “A reboque da grave crise econômica e na esteira do impeachment da Presidente Dilma Roussef, o que se verifica hoje no Brasil é um grande retrocesso e de acordo com o Banco Mundial, a pobreza deverá aumentar entre 2,5 milhões e 3,6 milhões de pessoas até o fim deste ano – isso quando ainda não se implantaram as escorchantes reformas trabalhista e previdenciária, apresentadas como indispensáveis pelo governo de Michel Temer”.
Demonstrando apreensão com o cenário nacional, Luiz Couto exortou os brasileiros a estarem prontos para a luta, contando com a “necessária vigilância das organizações internacionais”. “Ainda que hoje pareçamos minoria, não perdemos a esperança na capacidade de mobilização da classe trabalhadora brasileira, por nós representada, obstinadamente, no Congresso Nacional”.

Ascom do Dep. Luiz Couto

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