Lula ataca ajuste fiscal e diz que agências de risco querem ‘arrocho’ e desemprego

Em visita a Buenos Aires, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (10), que o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor’s (S&P) é um sinal de que as agências de classificação de risco querem “mais arrocho”.

“Eles têm facilidade para tomar medidas quando a dor de barriga é na América Latina”, disse o petista, ao citar a decisão da S&P, que, segundo ele, “não significa nada” e deveria estimular os países a não fazer o que essas agências querem.

“Porque, quando eles diminuem (a nota), vem a (queda na) receita, mais arrocho, mais ajuste, mais desemprego, mais corte de gastos, mais não sei o quê. Não vem nunca mais educação, mais profissionalismo, mais investimento. Não vem”, afirmou.

Mas, em 2008, durante seu governo, quando o Brasil recebeu o grau de investimento pela S&P, Lula chamou o feito de “vantagem extraordinária neste mundo globalizado”.

fonte G1

Nesta quinta, Lula disse ainda que as agências “não têm coragem de diminuir nota de nenhum país” europeu, apesar de “todo mundo saber quantos países da Europa estão quebrados”.

A fala ocorreu no segundo e penúltimo dia da visita do ex-presidente, que já incluiu ato político ao lado de Cristina Kirchner e de seu candidato a sua sucessão – o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli – e palestras em universidades.

No discurso desta quinta, que durou mais de uma hora, Lula afirmou que o momento atual “não é bom em nenhum lugar do mundo” e lembrou que a China já não cresce ao ritmo de mais de 10% anuais como no passado.

“A América do Sul não pode temer essa crise econômica. Se não entendermos que essa crise é passageira, corremos o risco de jogar fora todas as conquistas destes (últimos) anos”, disse.

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