Maia racha partidos do centrão e atua para vencer na Câmara no 1º turno

Deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara (Foto: Reprodução)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conquistou o apoio de alas significativas do chamado “centrão”, e agora trabalha para tentar selar sua reeleição ao comando da Casa já no primeiro turno da disputa, que ocorre dia 2 de fevereiro.

Esta semana, ele recebeu sinais de que terá a maioria dos votos em siglas como o PSD, o PR, o PRB e o PSB.

Aliança informal de partidos médios, o “centrão” reúne cerca de 250 deputados, mas que nem sempre atuam de forma unida.

Maia, que ainda não oficializou a candidatura numa tentativa de minimizar os ataques rivais, já conta com a preferência de partidos como o PSDB e o PMDB.

Nesse cenário, o aceno de siglas do centrão fragiliza o pleito de dois de seus principais adversários, os deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO). Ambos integram o grupo e contavam com votos das legendas que sinalizam a Maia para crescer na disputa.

Rosso, por exemplo, não tem apoio majoritário dentro de seu próprio partido, segundo integrantes do PSD.

No início, o centrão tentou gestar candidatura única, mas não chegou a consenso.

A Constituição e o regimento da Câmara vedam a reeleição do presidente na mesma legislatura, mas Maia trabalha com a tese de que a regra não se aplica a quem se elegeu para mandato tampão — caso dele, que assumiu após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Sua tese tem ganhado força por três motivos. Primeiro, o deputado vem atuando de maneira ostensiva nos bastidores, negociando espaços na Mesa Diretora e em comissões da Casa junto a aliados.

Há ainda a sensação de que o Palácio do Planalto tem preferência por sua candidatura —integrantes do PR dizem ter recebido sinal verde de aliados de Temer para embarcarem na canoa de Maia.

Por fim, há a aposta de que o STF (Supremo Tribunal Federal) optará por não intervir em uma decisão tomada pela Câmara.

O Supremo só volta do recesso após a disputa pela presidência da Casa e, dado o acirramento entre o Judiciário e o Congresso que marcou o fim do ano passado, a avaliação do mundo político é de que os ministros tenderão a não criar novos conflitos, evitando interferir no resultado do pleito.

OPOSIÇÃO

Para liquidar a fatura no primeiro turno, Maia agora trabalha para reeditar a parceria com setores da oposição que lhe deram a vitória para o mandato tampão no ano passado. Na ocasião, ele se elegeu com o apoio de parte do PT e do PCdoB.

Nos desenhos feitos por seus aliados, o PMDB ficaria com a primeira vice-presidência. O PP, com a segunda vice. A primeira-secretaria seria dada ao PR, enquanto a segunda ficaria com PT. Se o PT não embarcar na candidatura — o que decide no próximo dia 17 —, a vaga pode ser oferecida ao PSB. PSDB e PSD receberiam as terceira e quarta secretarias.

Nesta sexta (6), Rodrigo Maia almoçará em Recife com cerca de 20 deputados federais, em que aproveitará para pedir voto aos deputados deputados de Pernambuco.

Folha de São Paulo

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