Michel Temer: “Um ministro gravar um presidente da República é gravíssimo”

Foto: Reprodução/Internet

Sob a suspeita de ter sido alvo de uma gravação de seu ex-ministro da cultura, Marcelo Calero,  o presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse que, se ela de fato ocorreu, foi algo desarrazoado e gravíssimo. “Gravar clandestinamente é sempre algo desarrazoado, quase indigno. Ou diria, mesmo, indigno. Mas um ministro gravar um presidente da República, é gravíssimo”. Nos próximos dias, o presidente deverá fazer uma consulta ao Gabinete de Segurança Institucional para saber da viabilidade e da legalidade de que todas as audiências públicas dele sejam gravadas.

Calero se demitiu do governo no dia 18 de novembro alegando que seu então colega, o articulador político do Governo Geddel Vieira Lima, estaria o pressionando para mudar uma decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que embargou a construção de um luxuoso prédio em Salvador. Geddel comprou um apartamento nesse edifício e, por mais que tenha dito que não fez nada ilegal e de ter recebido o apoio de deputados que representam todos os partidos aliados de Temer na Câmara, não resistiu à crise que gerou no Planalto e acabou pedindo demissão no último dia 25.
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro da Cultura afirmou ainda que, além de Geddel, o presidente e o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, também o pressionaram. Algo que ambos negam.

Sobre o novo ministro da Secretaria de Governo, Temer disse que está examinando alguns nomes com muito cuidado. “O perfil será de alguém com lisura absoluta, evidentemente, como convém. E por outro lado alguém que tenha uma boa interlocução com o Congresso Nacional, alguém que possa manter bom contato e estabelecer um diálogo muito produtivo, como tem sido feito”, declarou.

Sem um responsável oficial por dialogar com o Legislativo, o presidente reforçará ele próprio nas conversas com os senadores e os deputados. “Sempre fiz articulação política”. Essa, aliás, tem sido sua característica desde que substituiu Dilma Rousseff (PT) quando ela sofreu o impeachment. Frequentemente Temer se reúne com os congressistas para debater assuntos de interesse do Governo que tramitam nas duas Casas.

Entre os cotados para substituir Geddel, estão o secretário do programa de privatizações do Governo, Moreira Franco, os ex-deputados Sandro Mabel e Rodrigo Rocha Loures, além dos deputados Darcísio Perondi e Jovair Arantes. Desses cinco, apenas Jovair não é do PMDB, ele é filiado ao PTB. Caciques políticos do PSDB, o principal aliado do Governo, também tentam apresentar algumas sugestões ao presidente. A tendência, porém, é que um peemedebista assuma a função.

El País 

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