Ministro do STF diz que gabinete de ódio também funcionava na PB

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou diversas diligências no âmbito do Inquérito 4781, cujo objeto é a investigação de notícias fraudulentas (fake news), falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e demais infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal e de seus membros; e a verificação da existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito.

De acordo com a decisão de Alexandre, havia também na Paraíba uma “filial” do chamado “Gabinete do ódio”. Em seu despacho, Moraes explicou que o termo gabinete do ódio foi citado por parlamentares ouvidos no inquérito, ao grupo que espalha informações falsas e difamações na internet.

Na página 6 do despacho, o ministro cita um trecho do depoimento do deputado Heitor Freire, do PSL do Ceará: “Esse esquema é repetido em diversos outros Estados, podendo o depoente referir-se expressamente a Paraíba, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. Possivelmente essas filiais existam em todos os Estados da Federação.”

O deputado, contudo, não citou nomes e nem deu mais detalhes sobre como o esquema atuaria no Estado da Paraíba. Um dos alvos, pelo que se depreende dos depoimentos, foi o governador João Azevedo (Cidadania), já que textualmente alguns operadores do “gabinete” publicaram posts raivos contra os governadores que divergiam do presidente Jair Bolsonaro. “Governadores, prefeitos, ministros do STF, e líderes do Poder Legislativo são todos co-autores desses crimes de genocídio e lesa pátria! Não sairão ilesos. Pagarão caro por isso nessa vida! (Perfil @oofaka, 10 de abril de 2020).

Pelos relatos de Heitor, essa organização conta com vários colaboradores nos diferentes Estados, a grande maioria sendo assessores de parlamentares federais e estaduais.

Operação – Moraes assinou o despacho que autorizou hoje a operação contra fake news. Através desses conteúdos gerados e disseminados pelos operadores de notícias falsas, eram feitas ameaças também ao poder judiciário. No despacho dele, o ministro cita que as provas apontam para “real possibilidade” de associação criminosa envolvendo o chamado gabinete do ódio.

A operação cumpriu 29 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam aliados do presidente Jair Bolsonaro, como o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e o dono da Havan, Luciano Hang, além de blogueiros.

Segundo as apurações citadas pelo ministro, “as postagens são inúmeras e reiteradas quase que diariamente”. “Há ainda indícios que essas postagens sejam disseminadas por intermédio de robôs para que atinjam números expressivos de leitores”, afirmou.

Fonte: ParlamentoPB

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