ACOMPANHE NOSSAS REDES

Areia

MPF pede cassação da prefeita de Areia, na Paraíba, por compra de votos nas Eleições de 2024

Publicado

em

Prefeita Silvia César Farias da Cunha Lima do município de Areia (Foto: Reprodução/imagem)

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou manifestação no processo que investiga a prefeita do município paraibano de Areia, Sílvia César Farias da Cunha Lima, por supostas irregularidades cometidas durante as Eleições de 2024. O orgão pede a cassação dos diplomas da prefeita e do vice-prefeito, Luiz Francisco dos Santos Neto, além da inelegibilidade por oito anos dos principais envolvidos.

A defesa da prefeita diz que se trata de uma tese eleitoreira e que está confiante em provar a inocência da prefeita. “Nós sabemos, cremos e esperamos que não vá haver uma cassação da prefeita, sendo necessariamente julgado de desprovidos recursos”, afirma o advogado Rodrigo Rabello.

Já Silvia Cunha Lima, afirmou que segue com a mente tranquila de que não praticou nenhuma ilegalidade e que existe extenso material que comprova sua inocência.

A MPF alega provas suficientes de captação ilícita de votos, abuso de poder político e econômico, e uso indevido da máquina pública. Também foi apontado outros elementos que reforçam abuso de poder, como aumento de despesas com combustível, crescimento expressivo de servidores contratados em ano eleitoral e a mistura de alimentos da merenda com itens adquiridos em licitação, indicando improviso e finalidade eleitoral.

Além disso, o Ministério informou que três servidores foram presos em flagrante no mês de outubro de 2024, há dois dias da eleição, transportando cestas básicas em carros oficiais e manipulando alimentos em prédio público.

A Procuradoria Regional Eleitoral afirma que as provas demonstram grave comprometimento da legislação eleitoral, e que a atuação dos investigados violou a igualdade entre os candidatos. Para o ministério, a gravidade dos atos, relacionada à proximidade da eleição, ao uso do prédio da prefeitura, à falta de controle e ao impacto político das ações, justifica plenamente a acusação.

Ademais, um morador relatou ter recebido uma cesta básica entregue por pessoas em veículo da prefeitura e afirmou que recebeu visita da prefeita em sua casa no mesmo dia, pedindo por votos. A prefeitura não apresentou qualquer documento que justificasse de forma administrativa ou formal sobre as entregas das cestas, considerados obrigatórios em ações sociais regulares, que, para o MPF reforçou a intenção eleitoral e o uso político de programas sociais.

Copyright © 2024 - Todos os direitos reservados.