Número de vítimas de agulhadas sobe para 42 pessoas em Campina Grande

O número de pessoas que dizem ter sido feridas por agulhas no São João de Campina Grande subiu para 42. O levantamento foi divulgado na manhã desta terça-feira (19), pela assessoria de imprensa do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. Todas essas vítimas procuraram a unidade hospitalar e relataram terem sido atingidas por objetos cortantes que podem ser agulhas.

Trinta e sete pessoas informaram que os ataques aconteceram no Parque do Povo e outras 5 no bloco junino ‘Namoradilha’. A maior parte das vítimas é só sexo masculino. Os casos mais recentes foram relatados no final da tarde e início da noite desta segunda-feira (18).

O médico Geraldo Medeiros, diretor do Hospital de Trauma, criticou o fato do caso ter se tomado viés político. “Um assunto eminentemente de saúde pública e policial se tornou um questionamento político. Isso denota o grau de preocupação dessas pessoas com a saúde pública da população e que se preocupam, exclusivamente, em esconder a verdade. Os fatos estão mostrando que os médicos do Trauma estavam com a razão quando identificavam a presença de lesões nessas vítimas”, lembrou.

Seringas apreendidas – As quatro seringas encontradas na madrugada deste domingo (17) próximo ao Parque do Povo, em Campina Grande, não estão infectadas. A informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira (18) após o laboratório que realizou a análise do material ter divulgado o laudo.

Os objetos foram apreendidos em uma rua paralela ao Parque do Povo, onde acontece a programação do Maior São João do Mundo, referente às celebrações juninas. Um homem suspeito também foi detido pela polícia, mas prestou depoimento e foi liberado em seguida.

Os casos recorrentes deixaram a Polícia Civil em alerta, especialmente em função do risco de infecção. Apesar da suspeita, as quatro seringas recolhidas não apresentam material contaminado com algum tipo de vírus, a exemplo de HIV, sífilis e hepatite B e C, conforme divulgado no laudo. Além disso, ficou comprovado também que o líquido presente nas seringas se trata de sangue diluído em soro fisiológico, não sendo possível ainda confirmar se o sangue é humano.

“A gente está tomando esse laudo do Hospital de Trauma como preliminar, em virtude até da urgência do fato, a gente precisava de uma resposta imediata. Mas todo o material foi encaminhado para o IPC (Instituto de Polícia Científica) para que seja feito um laudo oficial. Com a chegada desse laudo, vai ser verificado se existem câmera de segurança no local onde foi apreendido o material, para que a gente consiga identificar quem foi que deixou ele lá [próximo ao Parque do Povo]”, explicou.

Fonte: T5

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