Obras nos açudes de Poções e Camalaú são retomadas, na Paraíba

Redução da vazão das águas do São Francisco para Boqueirão vinha sendo feita de forma gradual há pouco mais de uma semana, de acordo com o DNOCS (Foto: Artur Lira/G1)

Nesta segunda-feira (02), as obras de recuperação nos açudes de Poções e Camalaú foram retomadas, de modo que o açude de Epitácio Pessoa (Boqueirão), no Cariri paraibano, deixou de receber as águas da transposição do Rio São Francisco de forma temporária. A informação foi confirmada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e a medida atende a uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), na Paraíba. A previsão é de que as obras sejam concluídas em quatro meses.

Conforme o coordenador do Dnocs na Paraíba, Alberto Gomes, a redução da vazão das águas do São Francisco vinha sendo feita de forma gradual há pouco mais de uma semana e a retomada das obras é necessária para que os açudes possam armazenar água das chuvas com segurança.

Isso porque no período em que os municípios abastecidos pelo açude Epitácio Pessoa estavam na iminência do colapso total de água, o Dnocs encontrou como solução imediata a execução de um canal escavado através dos vertedouros das barragens Poções e Camalaú.

Através da construção desse canal, foi possível permitir a passagem das águas do Rio São Francisco para Boqueirão em caráter provisório e emergencial, de modo que agora é necessário fechar esse canal que foi aberto, de acordo com o coordenador do Dnocs.

O MPF em Monteiro estimou que toda água advinda das chuvas até então escoou pelos ‘rasgos’ dos dois açudes, se dirigindo para Boqueirão. Mantida essa situação, haveria prejuízos às populações de cidades como Monteiro, Sumé, Congo e São João do Cariri.

Ultimamente, o açude de Boqueirão está com 17,15% (70.596.140mm³) da sua capacidade total, segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). Com esse nível, o Ministério da Integração garante que o reservatório já atingiu a segurança hídrica e que a suspensão temporária do bombeamento das águas da transposição não vai prejudicar o fornecimento de água para Campina Grande nem para os outros 18 municípios abastecidos pelo açude.

O período de execução das intervenções em Camalaú e Poções é menor que o prazo de abastecimento garantido pelo volume de água atual do açude Boqueirão, estimado em dez meses, conforme o Ministério da Integração.

Da Redação com G1PB

 

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