ONDE ESTÁ O COMANDANTE?

“É Como um barco desgovernado!”. É assim que algumas pessoas tem se referido ao Município de Pocinhos.

Durante as últimas semanas, muitos foram os fatos que ocorreram na cidade de Pocinhos que têm causado preocupação na população. O Afastamento do atual gestor para tratamento de saúde é, sem sombras de dúvidas, aquele que mais tem chamado atenção. Creio não esteja sendo fácil para ele. Muitas são as especulações na cidade sobre o que ele tem, sobre seu tratamento. Mas, esqueçamo-nos disso, não devemos adentrar na privacidade alheia. Coloquemo-nos em seu lugar.

No entanto, toda a carga do que acontece sobre a cidade tem recaído sobre a vice-prefeita, que está em exercício no cargo de Prefeita. Por mais que a gente sempre se sinta preparado para enfrentar algumas situações, o discurso de sempre está preparado pode ser repensado. No caso dela, comparo com a situação de quem paga por um plano de saúde. Sabemos que temos as consultas de rotina, mas talvez nunca estejamos preparados para enfrentar um doloroso tratamento médico, ou seja, embora ela tivesse conhecimento de que assumiria a prefeitura dentro das situações normais e previstas, como férias, não imagino que tenha passado por sua cabeça assumir a prefeitura, ainda mais sob essas circunstâncias de tanta instabilidade política e financeira que a prefeitura enfrenta.

A confusão política na cidade chegou a tal ponto que, “acordos” previamente estabelecidos foram rompidos na última eleição da mesa da diretora da Câmara Municipal, chegando a haver rusgas na situação e oposição votando em candidato da situação. Nesse samba, ninguém é de ninguém.

No entanto, NO ENTANTO, ao baixar a poeira dessa última eleição, algumas conclusões podem ser tomadas. Eu, particularmente, achei muito pré-maturo os candidatos da oposição escolherem o candidato da situação para ser presidente por dois mandatos consecutivos. Não tenho nada pessoal contra ele. Nem o conheço pessoalmente. Apenas ainda vejo certo “luto” no ar perante o resultado das urnas de 2016. Recapitulando: É APENAS UMA OPINIÃO PESSOAL.

Todavia, se despindo de qualquer opinião particular, ou partidária, podemos chegar a uma conclusão sólida: A bola da vez na Política Pocinhense é o Vereador Jorge, mais conhecido como Dr. Jorge. A ausência do Prefeito eleito, a inabilidade da Vice-Prefeita e, os compromissos estaduais do Deputado Adriano Galdino, fizeram com que os vereadores, tanto da oposição, quanto da situação, confiassem a Dr.Jorge a responsabilidade de conduzir os interesses do executivo na Câmara. A unanimidade dos vereadores da oposição em apoiá-lo por dois mandatos consecutivos mostram claramente que ele é o único vereador com livre acesso aos dois grupos. E se levarmos em consideração que ele é o vice-prefeito em exercício, mostra que nenhum dos dois lados quer enfrentamento. Ambos os lados estão com medo dos seus passos. E ambos os lados aguardam seu posicionamento para 2020. Ambos os lados “esperançam” algo do mesmo no cargo de vice-prefeito.

A bola da vez não é Pauliano, não é Emmanoel. Pauliano silenciou-se e Emmanoel hoje representa um grupo, que a meu ver não tem amplo espaço no grupo Galdino; são muitos aspirantes para poucas cadeiras. E, sinceramente, nem sei se o próprio teria interesse. Assim, quem caminha livremente sob os dois grupos é Dr. Jorge. É nele que depositaram a confiança de uma liderança em prol do município. Não sou eu quem diz: são, principalmente, os vereadores da oposição. Afinal, todos viram o burburinho que foram levantadas dúvidas sobre a aceitação do mesmo pelos vereadores da oposição.

Ao Dr. Jorge foi confiada a liderança dessa cidade “órfã”. É de Dr. Jorge que sairá importantes decisões para 2020. E é Dr. Jorge que poderá governar a Câmara Municipal por 6 ou 8 anos.

É isso que está se desenhando. Concordam? Se não concordam, não tem problemas. Podemos viver pacificamente dentro do contraditório.

Poe Bruno Allison

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