PARABÉNS POCINHOS!

Hoje se celebra 64 anos de emancipação política da cidade de Pocinhos. Uma cidade especial, localizada no Cariri Paraibano, integrando a Região Metropolitana de Esperança. Cidade de grande potencial, Pocinhos possui uma área territorial maior que a de Campina Grande. Uma zona rural extensa. Pobre dos políticos em época de campanha (risos).

Para mim, é impossível não falar de Pocinhos, tamanha é a minha ligação com ela. Mesmo sendo Campinense, sempre digo que isso aconteceu devido a algum acidente de percurso, já que toda a minha família materna é da cidade, embora hoje não tenha mais ninguém morando, apenas eu e minha família (esposa e filhos).

Tenho um carinho especial por essa cidade, afinal, muitas foram as férias que passei por aqui, na casa da minha saudosa Tia Bertulina (acho que vocês já ouviram falar do seu hotel).

Aqui eu pude vivenciar o sacramento da comunhão. Quem não se lembra de Dona Rita, saudosa catequista do meu tempo? Rolavam “umas tapinhas” no nosso processo de catequese, mais ali não havia uma geração mimimi, infantilizada ou que se vitimasse. Os pais a apoiavam.

A catequese iniciava às 13h e como todos sabem, Dona Rita era cega. Ela não se orientava por um relógio qualquer. A catequese se iniciava quando estremecia o motor do ônibus da Viação Pocinhense subindo a ladeira de Nova Brasília em direção à Campina Grande. Dona Rita, assim como todas as catequistas do seu tempo, e de hoje também, merecem todo o nosso respeito e todas as honrarias pelo processo de evangelização que ajudou a moldar essa cidade.

Pocinhos é um berço de artistas, de intelectuais e de músicos. E por falar em músico, é estatisticamente insignificante, o número de músicos que não tenham passado pelos ensinamentos do Mestre João Alexandrino. Sua residência é berço de artistas e ponto de encontro para as mais variadas discussões políticas, tanto no âmbito municipal, quanto nacional, ou até internacional. Falar de Pocinhos e não falar de João Alexandrino seria o maior assassinato cultural e politico que eu poderia cometer. Foi lá que iniciei todo o meu apreço que tenho pela política nas reuniões partidárias, a partir de 2003.

Também foi em Pocinhos que celebrei o sacramento do matrimônio. Em 09 de janeiro de 2010, firmei um compromisso ainda maior com essa cidade, casando-me com uma Pocinhense e adentrando-me na Família Zuza, como mais um agregado, ganhando dois novos avós: Dona Neuzete e Sr. Toinho de Zuza (um Ninja da política local).

Muitas outras pessoas me fizeram ter ainda mais apreço por Pocinhos, como Margarete e Dona Socorro, que tanto me acolheram em suas residências na época do falecimento de Tia Bertulina, já que eu não tinha onde pernoitar na cidade nas épocas de namoro, de grupos de teatro e coral da igreja.

Talvez seja enfadonho acessar essa matéria e ler um pouco da minha vida, mas é porque para mim, falar de Pocinhos é falar da minha vida: onde fortaleci e fortaleço a minha fé, onde tive toda a minha formação política, onde desfrutei atividades culturais, onde fiz minhas presepadas de jovem.

No aniversário de Pocinhos, manifesto publicamente meu apreço por essa cidade. Fico feliz por ter voltado a morar aqui, agora com minha esposa e filhos. Espero muitos outros aniversários morando aqui. Não nasci aqui, mas pelo andar da carruagem, vou morrer aqui!

Bruno Allison Araújo – Colunista

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