Pesquisa encomendada pela Secretaria de Saúde de CG ao Butantan e UFRJ relaciona bebês com má formação a qualidade da água na Paraíba

A pesquisadora do Instituto Butantan, Dra. Mônica Lopes, afirmou na manhã desta quarta-feira, (30), em entrevista à Rádio Correio FM de Campina Grande, que águas de açudes da Paraíba podem estar ligadas à má formação em bebés. A pesquisa foi encomendada pela Secretaria de Saúde do município e está sendo analisada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ).

Os testes foram realizados em peixes zebrafish (modelo consagrado para estudos de doenças humanas), submetidos a águas de mananciais do estado, dentre eles o açude Epitácio Pessoa, (Boqueirão), águas de torneiras, poços, caixas d´água, e cisternas, desde o estádio de larva a fase adulta.

– As 25 amostras de águas que eu testei vinda de diferentes localidades da Paraíba, estão repletas de compostos tóxicos e constatamos que esses compostos acarretaram em morte e anomalia nesses animais, agora, para fazermos a ligação deles ao ser humano, precisamos desenvolver muitas outras etapas de pesquisa e mais aprofundamento – revelou.

Ainda de acordo com a pesquisadora, o próximo passo será descobrir a quais tratamentos essas toxinas são vulneráveis.

– Essas águas possuem em coquetel de toxinas, ou seja, algumas até letais e o conjunto disso tudo faz um efeito muito tóxico. Precisamos identificá-las, saber quais dessas predominam sobre as outras e nos nortear como lidar com essa investigação – relatou.

Dra. Mônica ainda informou que haverá em parceria com a Dra. Adriana Melo de Campina Grande e Secretaria de Saúde do Município para uma pesquisa mais aprofundada com camundongos.

*A pesquisa foi encomendada, uma vez que testes realizados em um número elevado de crianças que nasceram com má formação na região, deram negativos para zika vírus.

Da Redação

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