Polícia indicia padrasto de Rebeca e encerra inquérito após cinco anos da morte da estudante

A Polícia Civil da Paraíba indiciou cabo Edvaldo Soares da Silva, padrasto da estudante Rebeca Cristina, pelos crimes de estupro e homicídio qualificado e encerrou o inquérito. Rebeca foi encontrada morta e violentava em julho de 2011, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Nessa terça-feira (20), o policial teve a prisão preventiva decretada. Ele está preso desde julho deste ano na sede do 1º Batalhão em João Pessoa.

O delegado Glauber Fontes, que há 3 anos comanda às investigações, disse que o inquérito foi entregue ao Ministério Público da Paraíba, que ofereceu denúncia contra o padrasto. O juiz do 1º Tribunal do Júri, Antônio Maroja, acolheu pedido do MP e converteu e a prisão temporária em preventiva.

“A Polícia Civil concluiu o inquérito policial com o indiciamento do padrasto, apontando vinte e dois indícios do convencimento da participação direta do cabo Edvaldo no estupro e morte de Rebeca. Podemos dizer que essa primeira fase do inquérito foi concluída depois de cinco anos de muita investigação”, disse o delegado. Segundo o delegado, durante cinco anos, foram ouvidas mais de 100 pessoas, cerca de 50 testes de DNA foram realizados e várias linhas de investigações foram apuradas e descartadas.

Ele revelou ainda que um inquérito complementar será iniciado para chegar a outros participantes do assassinato da estudante. “Vamos começar uma nova fase das investigações, mas o principal participante dessa morte brutal foi identificado, está preso e agora virou réu depois do acolhimento da denúncia por parte do juiz. Apesar do cabo Edvaldo mentir várias vezes na tentativa de dificultar as investigações, nós chegamos até ele”, comentou.

Com informações do Portal Correio

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