Policia prende criminoso que se passava por mulher para obter imagens íntimas

Um homem de Pernambuco com nome e idade não informados que se passava por mulher em vários perfis do Facebook está preso depois de ter feito pelo menos 123 vítimas. Entre as vítimas estão crianças e adolescentes que, depois de terem seus perfis acessados eram induzidos a enviar fotos suas sem roupa sob a promessa que depois receberiam as da suposta “mulher” com quem pensavam estar conversando. O caso é tratado como mais um alerta para a necessidade de pais e mães supervisionarem e adotarem medidas de proteção para o acesso de crianças e adolescentes às mídias sociais e aplicativos.

Segundo a PF, embora se tenha chegado a 123 crianças e adolescentes que foram aliciados e chegaram a transmitir fotos e vídeos para o criminoso, o total de vítimas pode ser bem maior, porque nos quatro perfis fictícios criados no Facebook com nomes de mulheres, os envios de fotos e vídeos para o criminoso ultrapassam 200. Material semelhante também foi encontrado no celular apreendido do criminoso.

A PF acrescentou que quando crianças e adolescentes enviavam fotos e vídeo o criminoso passava a praticar extorsão, exigindo dinheiro deles e de seus familiares sob ameaça de publicar o material em redes sociais e em sites de pornografia. Vão ser liberadas imagens da prisão do suspeito e da perícia feita no celular.

Ainda segundo a PF, crianças e adolescentes também eram coagidos a manter relações sexuais com os seus animais de estimação e com irmãos menores para que as fotos não fossem publicadas. Parte das vítimas são de Pernambuco, mas não foi indicados quantos seriam os pernambucanos e de que municípios e regiões.

Aplicativo perigoso – Outro exemplo de cuidado que pais e mães precisam ter é o caso de aplicativos que teoricamente são voltado a público com idades maiores embora contenham visual que atrai a atenção de crianças e adolescentes, inclusive na forma de jogo. É o caso do SimSimi, que foi muito comentado pelo  WhatsApp na semana passada.

A PF tem conhecimento do aplicativo, que faz uso de inteligência artificial para “aprender” com respostas de usuários. Segundo a PF, considerado “impróprio para menores de 16 anos”, o aplicativo  tem configurações que podem minimizar “respostas agressivas” e não há indicativos de que esse aplicativo envolva risco real para quem tem acesso a ele porque as “respostas” são enviadas por robôs e não por pessoas reais.

Fonte: Diário de Pernambuco

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