Prefeito “Ad Hoc” de Campina elogia Cagepa e desacredita pesquisa paga pela prefeitura

Foto: Reprodução/Internet

O prefeito ‘Ad hoc’ (“para esta finalidade”, “para isso”, “para este efeito”) de Campina Grande, deputado estadual licenciado Manuel Ludgério, e que hoje na condição de Secretário Chefe de Gabinete é de fato prefeito em exercício de Campina Grande em face das ausências na cidade do titular Romero Rodrigues (em férias na Europa) e do vice Ronaldo Cunha Lima Filho (amargando em João Pessoa uma diverticulite mal curada), optou por não dar crédito às pesquisas encomendadas pela secretária da Saúde, Luzia Marinho, ao Instituto Butantã que informam estar a água de Boqueirão envenenada.

Segundo a pesquisa paga pela Prefeitura Municipal de Campina Grande, muitas das águas testadas estão causando morte e anomalias nos peixes, “que têm genes que se assemelham à espécie humana”, e que especialmente sobre as águas do açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) teria sido encontrado um “coquetel de toxinas”.

Ludgério prefere acreditar no que diz a Caepa, no seu entendimento “um órgão de muita responsabilidade que jamais estaria enganando a população”.

“Eu prefiro ficar com as informações que tenho ouvido pela imprensa, em que já tive oportunidade de ouvir pessoalmente do meu amigo e gerente regional da Cagepa de Campina Grande, Ronaldo Menezes. O que eles tem dito é que a Cagepa está mantendo o controle sobre qualquer micro-organismo que se desenvolva ali e que venha trazer prejuízo à população não apenas de Campina, mas de todas as cidades que consomem água do açude Epitácio Pessoa. Eu reputo a Cagepa como órgão de muita responsabilidade e que jamais iria estar enganando uma população. Eu prefiro ficar com a informação da Cagepa, no sentido de que a água continua com condições de consumo por parte da população”, disse o deputado durante entrevista ontem concedida à rádio Caturité.

A sorte da secretária Luzia Marinho é que Ludgério não é prefeito de direito, senão ela estaria demitida sumariamente, conforme pode se depreender da sua declaração e dos seus antecedentes na gestão da coisa pública, onde é caso exemplar a demissão do todo poderoso e hoje saudoso advogado Rômulo Araújo da chefia da Procuradoria Geral do Município.

À época Ludgério era presidente da Câmara de Vereadores e virou prefeito de direito ao ser empossado por quinze dias para substituir Cássio Cunha Lima e o vice Tico Lira, que se ausentaram do Município. Como Rômulo não acatou ordem sua, a demissão foi sumária, exemplar e histórica. “Se Cássio achar ruim, quando voltar nomeie de novo”, avisou com a autoridade que o cargo lhe outorgava.

Fonte: A Palavra Online

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