Professora da UFPB diz que PMJP engavetou estudo que custou R$ 600 mil sobre Barreira

A professora do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Lígia Tavares, revelou na manhã desta quarta-feira (10), durante o “I Fórum Cabo Branco Para Sempre”, que o projeto de contenção da erosão da Barreira do Cabo Branco apresentado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) não utilizou os estudos de impactos ambientais realizados pelos especialistas da UFPB durante a gestão do ex-prefeito Luciano Agra e que custou R$ 600 mil aos cofres públicos. Ela afirma, que se a PMJP estivesse usado esses estudos, já estaria executando o projeto na Barreira.

Segundo a professora, os estudos que já estão prontos direcionam propostas pontuais para a contenção da erosão com análise de todos os impactos ambientais que elas poderiam provocar, no entanto, a PMJP não utilizou e ainda insiste em gastar mais dinheiro com um novo estudo. “A própria secretária de planejamento da prefeitura, Daniella Bandeira confirma que esse projeto não tem os estudos de impactos ambientais. Inclusive no projeto apresentado por eles diz que a prefeitura ainda vai ter que contratar esses estudos”, ressaltou.

Lígia Tavares ainda declarou que se a PMJP tivesse seguido o estudo que está pronto, o projeto de contenção da erosão já estaria sendo realizado na Barreira. Ela disse, que o que faltou para o alinhamento das propostas de ambos foi a falta de diálogo e de continuidade dos projetos na gestão. “Como, por exemplo, a falta de uma equipe que venha prosseguir o trabalho. Por isso a importância desse debate hoje, para tentar entender onde estão esses desencontros”, finalizou.

A secretária de planejamento da PMJP, Daniella Bandeira rebateu a declaração da professora Lígia informando que o projeto da prefeitura tem uma linha temporal e o desenvolvimento da proposta executiva a partir de propostas básicas apresentadas pelos estudos ambientais dos professores da UFPB.

“Não houve de jeito nenhum desligamento dos primeiros estudos a proposta existente hoje, a gente tem uma continuidade na linha de tempo de tudo isso. Agora havia necessidade de se fazer correções, alterações e melhoramentos nos projetos apresentados”, explicou Daniella Bandeira.

Ela informou ainda, que o projeto na Barreira terá sequência logo após o término do procedimento licitatório e a realização de um novo estudo de impacto ambiental da proposta.

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