Professora fala do novo tratamento de água da Cagepa e garante eficiência

A professora Veruska Brasileiro falou que se colocou à disposição da Cagepa para realizar estudos e ver a técnica de tratamento adequada da água do Açude de Boqueirão, desde que começaram problemas com cianobactérias.

– Nós fizemos vários estudos, mais de 50 ensaios para definir qual o produto químico e qual era a dosagem desse produto químico que pudesse remover, de fato, as cianobactérias e cianotoxinas. Está se gerando uma polêmica já se falando que o novo tratamento que a Cagepa vai implantar não é eficiente. Mas, para se falar que é eficiente ou não tem de fazer esses estudos que nós fizemos. Nós fizemos uma simulação da estação de tratamento de água e verificamos a remoção de 100% de bactérias e estamos aguardando o resultado de cianotoxinas, que acredito que também vai ser positivo – disse.

Apenas os reagentes químicos utilizados no tratamento da água foram modificados.

Será acrescentado um oxidante que vai reagir com as cianotoxinas mineralizando as toxinas, ou seja, não quebrando essas moléculas e transformado em produtos que não são prejudiciais à saúde.

– É o suficiente para tratar essa água e com o custo menor. Existem outros produtos que também têm uma eficiência tão boa quanto, talvez até melhor, mas o custo deles é vinte vezes mais oneroso. Então, nós temos que avaliar também a questão de custo benefício. Se eu tenho um produto que consegue remover com um custo menor,  por que eu vou usar um produto mais caro? No tratamento de água sempre temos que avaliar essa questão também – explicou.

Esse novo tratamento de água não é utilizado, segundo Veruska, apenas pela Cagepa. Muitas empresas de saneamento no Brasil e no mundo utilizam esse tipo de tratamento.

– Ainda estamos sendo beneficiados porque os valores de cianobactérias e cianotoxinas estão extremamente baixos. O produto que estamos utilizando garante a remoção dessas substâncias atendendo aos padrões de potabilidade da água e com isso a população pode consumir essa água sem nenhum receio – concluiu.

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