Professores da rede privada de Campina anunciam pausa na greve

Os educadores decidiram cruzas os braços desde a semana passada

Os professores da rede privada, que se encontravam em greve desde a semana passada, decidiram nesta terça-feira (22) suspender a paralisação temporariamente. O representante do Sindicato dos Professores da Rede Privada, Ciro Linhares, informou que houve uma assembleia na manhã de hoje com mais de 200 pessoas presentes e afirmou que houve avanço nas negociações entre a classe patronal e corpo de professores, fazendo o estado de greve permanecer, mas a paralisação de fato temporariamente ser pausada.

Ele frisou que as negociações foram bem tratadas, chegando próximas de um consenso. “O retorno das aulas amanhã será uma suspensão da greve, mas continuamos em estado de greve até a oficialização do que foi acordado, que será numa mesa redonda no dia 28 deste mês no Ministério do Trabalho”, disse, acrescentando que o movimento chamou atenção de toda a comunidade, que não sabia que o piso salarial é de $6,80 a hora/aula de mais de 60% dos professores da rede privada em todo o Agreste do Estado.

Ciro declarou ainda que um professor necessita do mínimo de dignidade provinda de uma condição material, que não é possibilitada aos docentes devido a falta de valorização na condição de pagamento. Ele destacou que é um mito de que os professores da rede privada vivem uma situação de bem estar completo, que o luxo nas escolas privadas não condiz com a realidade oferecida aos educadores e que o movimento da greve dos professores da rede privada abriu os olhos de todos sobre o cotidiano escolar, principalmente sobre a questão econômica.

Ciro falou que as atividades retornarão em respeito aos pais e alunos que apoiaram a causa e que a partir da mobilização em favor dos professores as escolas precisam lembrar dessa situação para dar uma continuidade diferente em relação a conduta com os professores.

Ao ser questionado sobre possibilidade de represálias vindas das instituições privadas em relação à greve, Ciro declarou que diante da mobilização de pais, alunos e de toda a sociedade, qualquer represália vinda das escolas necessitaria de explicações, tendo as mesmas que mudar o rumo da caminhada na relação com os educadores.

Ciro explicou que a demanda de escolas é grande apesar da oferta de pagamento ser mínima, fazendo os professores se submeterem a diversas condições salariais indevidas pela necessidade de empregabilidade.

Redação com informações do Paraíba Online

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