Professores de Soledade podem entrar em greve por tempo indeterminado

Cansados das inúmeras negativas da Prefeitura Municipal, os professores de Soledade, no Agreste paraibano, poderão entrar em greve por tempo indeterminado, para cobrar a aplicação da Lei do Piso Federal do magistério, entre outras reivindicações antigas da categoria. Os trabalhadores se concentraram na manhã desta quinta-feira, 03, para um ato público, na frente da sede do gabinete do prefeito Geraldo Moura.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), Bruno Rodrigues, uma reunião está agendada para as 15h desta sexta-feira, 04, na Escola Buriti, com a presença da direção do sindicato e do próprio prefeito, para negociar a pauta dos profissionais.

Ele destacou que Soledade é uma das únicas cidades do país que não respeita a Lei do Piso. “É vergonhoso. Se as reivindicações não forem contempladas nesta reunião, a gente marca uma nova assembleia para decidir junto com os servidores quais os próximos encaminhamentos e esperamos não ter que tomar uma decisão mais radical, como entrar em greve”, reforçou.

O presidente do Sintab, Nazito Pereira, lembrou que houve várias tentativas de diálogo com a gestão. “A partir do momento em que o gestor não recebe os servidores nem a direção do sindicato, ele está sendo omisso aos direitos dos trabalhadores, porque os trabalhadores gostariam de entender e chegar a um denominador comum, para resolver a situação”, afirmou.

Para o diretor de Comunicação do sindicato, Napoleão Maracajá, falta transparência e responsabilidade com os gastos públicos. “O fato é que de todas as cidades em que o Sintab atua, Soledade é o único município que não concedeu o reajuste determinado pelo MEC. É importante dizer também que falta prioridade com o gasto público, sobra dinheiro para áreas não essenciais, mas falta para cumprir a responsabilidade junto aos servidores. O sentimento é de tristeza e decepção”, declarou.

Com base no resultado da reunião desta sexta, o Sintab marcará nova assembleia para apresentar os encaminhamentos e reforça o indicativo de greve caso não haja nenhuma proposta. A entidade também frisa que os dias de paralisação serão repostos, para não prejudicar o ano letivo na cidade.

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