RAÍSSA: “Eu era a escrava Isaura no tronco do prefeito”, se referindo a Cartaxo

Imagem: Raíssa / Ecliton Monteiro

Ao se referir ao trabalho realizado com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), a vereadora Raíssa Lacerda (PSD) disse que ela trabalhou bastante para esta pré-campanha. “Eu era a escrava Isaura no tronco do prefeito”, afirmou, nesta terça-feira (19), na Câmara Municipal de João Pessoa. Mas a vereadora diz que se libertou e agora vai começar outro trabalho, agora com José Maranhão (MDB).

“Eu aguentei calada. Eu era a Escrava Isaura e podiam cantar aquela música para mim ‘lê, lê, lê, lê…’ Eu era a escrava Isaura no tronco do prefeito. Mas essa escrava acaba de tirar as cordas e abandonar esse tronco. Eu não aceito um prefeito me botar numa escolinha do Professor Raimundo para perguntar porque votaram em positiva? Sabe porque votamos, prefeito? Porque essa casa é independente. O senhor manda na sua casa. No picolé de manga que derreteu e não sobrou nem o palito! Aqui, nesta casa, o senhor não manda não. Estou saindo pela porta da frente porque não lhe devo nada”, discursou.

Ela afirmou que ouviu do prefeito esse discurso: “você que é da minha base aliada, pare de dizer que não é subserviente!” Mas, aproveitou a rejeição para mudar, por ser independente. “Quando fui aliada de Ricardo, denunciei aqui aliado de Ricardo. Quando fui aliada de Agra, denunciei secretário de Agra. Eu sou uma vereadora que minha voz é de Deus que me colocou aqui. Eu sou filha de João Pessoa. Ele (o prefeito) é filho de Sousa. Eu sou daqui! Quem me colocou nesta casa foi Deus e o povo da minha cidade. Levar vereador para uma escolinha, para dizer a vereador o que ele deve e não deve fazer. O povo quer um vereador independente, um vereador que represente ele”, enfatizou.

Em relação à perseguição, a vereadora disse que Luciano Cartaxo pegou um projeto dela, o qual ela tem muito apreço, e vetou o artigo principal. “Que tristeza! Eu luto com esse projeto desde 2009. E agora está sendo derrubado na Justiça pelo artigo que ele vetou. O dia de hoje é um dia que estou tirando todo o lixo, botando para fora”, desabafou.

Por fim, a vereadora disse que foi discriminada. “Eu disse, eu quero participar só das coligações. Participei não. Colocaram 10 para concorrer comigo. Ainda me chamaram para dizer: vereadora, eu vou destinar João, Pedro e Manoel para lhe ajudar. Sabe quantos foram destinados? Nenhum. Eu entreguei minha campanha nas mãos de Deus, coloquei uma sandália, uma calça jeans e uma camiseta e passei quatro meses sem comer. Eu peguei gastrite. Comia uns galetos dentro do carro. Porque eu dizia: ‘enquanto ele tem as pessoas das secretarias, tenho meus pés para trabalhar’. A gente não tinha a estrutura que ele deu aos quatro queridinhos. Mas a gente tem o quê? Tem serviço prestado”, falou.

Assistência – Sobre as reuniões que Cartaxo convocou, Raíssa disse foi para denunciar diversas carências da cidade. “Eu disse que estava faltando médicos nos PSFs, no Baixo Roger, está faltando atenção para o Porto do Capim. Eu fui tida como aquela amiga que estava reclamando. O que eu estava fazendo era levando os reclames das população”, disse.

Outras denúncias elas fez na área da saúde, onde a vereadora detectou “coisas erradas” nos hospitais do município. “O prefeito demitiu meu esposo pela imprensa, em 2013, porque ele estava na campanha de Cássio Cunha Lima. Eu soube pela televisão. Se fosse por cargo, eu teria rompido com ele neste tempo. A prepotência tomou conta dele. O poder subiu a cabeça! Luciano está numa campanha sonrisal. O orgulho destrói as pessoas. A prepotência destrói as pessoas. A minha característica é não aceitar humilhação de ninguém, nem a negros, nem a minorias”, concluiu.

Sobre a motivação para deixar o lado do prefeito, a vereadora disse que cansou de tudo e resolveu falar. “Que monopólio é esse? É ele na Capital, é o irmão governador, é mulher de Romero vice. O povo não aceita mais monopólio não! O povo quer ver político trabalhador. Eu precisava dizer isso desde 2016. Eu precisava desabafar. Só quem sente é quem passa na pele. Você montar um partido que nem eu montei, juntei pessoas, ouvi os partidos que eles queriam e lá não tive direito nem de participar das coligações. Esse governo que está aí, não escuta ninguém”, denunciou.

Redação PB Debate

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