Reajuste do Bolsa Família será metade do aumento de 2016

Imagem: Reprodução

O presidente Michel Temer vai anunciar nesta terça-feira (01), Dia do Trabalho, reajuste médio de 5,67% no Bolsa Família, índice bem inferior ao último aumento. O anúncio será feito durante pronunciamento em rede de rádio e TV, já gravado pelo presidente. A correção vai vigorar a partir de julho e levará a um aporte adicional de R$ 684 milhões ao orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social.

O Bolsa Família teve reajuste pela última vez em junho de 2016, menos de dois meses depois que Temer assumiu a presidência como interino, após afastamento de Dilma Rousseff. O índice foi de 12,5%.

A ideia do reajuste de 5,67% para o Bolsa Família veio do atual ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame. Em almoço com o presidente Temer, Beltrame apresentou a fórmula: usar a média do INPC de julho de 2016 a março de 2018. “A ideia é fazer com que o poder de compra de alimentos do beneficiário do programa permaneça positivo durante toda a gestão Temer”, declara o ministro. Ele garante que existe “espaço orçamentário” para conceder o aumento porque o ministério conseguiu economizar recursos com a revisão do Auxílio Doença, com o cancelamento de benefícios indevidos.

Em 2017, o aumento do Bolsa Família foi cancelado pelo presidente Michel Temer. O plano era conceder reajuste de 4,6% para os beneficiários do programa. O então ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, chegou a dizer na época que o aumento, a ser dado em julho daquele ano, seria acima da inflação.

“É uma decisão. Tem que ver quanto vai ser a inflação em 12 meses para a gente poder fixar o valor”, disse. Osmar Terra deixou o governo no início do mês, na reforma ministerial.

Mas a equipe econômica alertou que a concessão do aumento seria prejudicial aos cofres públicos porque os gastos com o Bolsa Família poderiam comprometer as contas do governo em 2018.

Neste ano, a área econômica também se opôs ao reajuste do Bolsa Família. O presidente Michel Temer foi alertado para os riscos de sinalizar com aumento de gastos quando o governo tentar recuperar receitas, inclusive com propostas econômicas que tramitam no Congresso.Os cálculos dos economistas do governo indicavam aumento de 2,95% — a inflação de 2017 — e mais um percentual para compensar a alta do gás de cozinha.

Atualmente, 13,8 milhões de famílias com renda entre R$ 85 e R$ 170 mensais, com filhos entre 0 e 17 anos, são beneficiadas pelo programa.

Da Redação Paraíba Debate com Christina Lemos/R7

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