Reitores da UEPB e UFCG falam sobre desafios das instituições em meio à pandemia e retorno das aulas presenciais

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Foto: Ascom/UEPB

om as aulas suspensas há mais de três meses devido a pandemia do novo Coronavírus, o reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Rangel Junior, destacou em entrevista concedida à Rádio Campina FM, que as dificuldades são imensas e que o ano letivo está comprometido.

Ao falar sobre os desafios que a UEPB tem enfrentado durante a pandemia, Rangel disse que a situação tem sido um grande desafio e até o momento não se encontrou uma solução, pois na prática tudo é muito novo e nada do que foi proposto já havia sido testado. Ele lembrou que para que a universidade funcione normalmente, precisa-se da presença das pessoas em seu ensino, extensão e pesquisa.

“Não temos certeza de nada. O período letivo foi para o espaço e todas as medidas que tomamos até agora mitigaram o problema, mas não há solução e isso traz ansiedade às pessoas para que seus problemas sejam solucionados. Teremos aí pelo menos mais três meses sem nenhuma atividade presencial na UEPB, ou seja, junho, julho e talvez agosto, para, talvez, podermos retomar as atividades presenciais. Onde se pode fazer de forma não presencial, fazemos; e onde não, só nos resta esperar”, lamentou.

O reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Vicemário Simões, assim como o da UEPB, afirmou que o momento é de incertezas, mesmo havendo a possibilidade de volta das atividades. Ele disse que uma comissão, formada por profissionais de diversas áreas, deve começar a elaborar um calendário de retorno às aulas presenciais, mas obedecendo vários critérios como forma de evitar aglomeração.

“Terá que haver uma dinâmica diferenciada, desde a entrada no campus. Temos que ampliar os serviços de limpeza e higienização, tirar temperatura, entre outras ações, mas para isso precisamos de dotação orçamentária. Estamos em discussão sobre as atividades remotas na unidade, pois também precisamos conhecer a situação socioeconômica dos alunos, pois muitos não têm acesso à internet e, com a pandemia, o ensino não será o mesmo”, pontou.

As aulas na UEPB e UFCG estão suspensas até 12 de julho.

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