Representantes da Feira Central de Campina Grande denunciam abandono do mercado

De acordo com o presidente da Associação dos Feirantes da Feira Central de Campina Grande, Cícero Rodrigues, o único investimento feito na feira ocorreu há 27 anos e ele revelou que foi uma cobertura metálica.

“É uma falta de compromisso passar tanto tempo sem ter um investimento em um ambiente que tem uma relevância para a cidade, que é a nossa Feira Central, e comporta mais de três mil e trezentos comerciantes feirantes. É histórica a influência da feira na cidade. Mesmo no ano passado tendo sido considerada patrimônio histórico e imaterial, o poder público não está nem aí. Foi preciso tornar público esse clamor para sociedade campinense, provocando a prefeitura através do SOS Feira, para que a sociedade se envolva nesse problema”, declarou.

O presidente da Associação de Feirantes elencou os principais problemas do mercado ressaltando que um dos maiores é a infraestrutura.

“Não pode chegar à feira sem ter estacionamento, não pode adentrar na feira se não tem acessibilidade, as ruas estão esburacadas, alguns boxes e bancas estão mal organizados e o cliente não tem como se locomover. O poder público nem sequer está colocando fiscais. Acho que o maior gargalo a princípio seria isso”, denunciou.

Além de Cícero, a trabalhadora da Feira Central de Campina Grande Renata Sales afirmou que a reforma da feira ficou apenas no projeto.

“O ano passado passamos um abaixo-assinado dentro da feira. Levamos para o Centro de Campina Grande para que a população assinasse. Nesse documento, solicitamos do Poder Público municipal explicações do por que esse projeto parou, visto que existe a verba e não recebemos resposta até hoje. Teve um governo municipal que fez 14 reuniões conosco e inclusive receberam verbas, mas foi quando o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) embargou a obra”, falou Renata.

Segundo Renata, a Feira Central campinense está abandonada pelo Poder Público estadual e municipal.

“O abandono da Feira Central afasta os clientes, o que os mantêm ainda é a qualidade dos alimentos e do atendimento. O Poder Público nos abandonou, seja ele estadual como municipal. A falta de segurança é um grande problema, o governo do Estado retirou o posto policial justificando que não tem obrigação de dar proteção ao comerciante – denunciou.

No dia 4 de maio do ano passado, no mercado de carne, que fica localizado ao lado da administração da feira, foi lançado oficialmente o movimento SOS Feira Central.

Por Rafael Ribeiro/Paraíba Debate

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