Romero desabafa que “cansou desse tipo de discussão” e não irá mais abordar esse tema das eleições

Imagem: divulgação

Em entrevista à Rádio Correio FM, na manhã desta terça (20), Romero Rodrigues (PSDB) ressaltou que “não iria citar nem quem e nem o porquê”, mas que no tempo certo irá se posicionar sobre o pleito e o impasse gerado no grupo da oposição em relação à escolha do candidato.

“Eu não vou nem citar quem, porque quando você fala quem, vão saber o porquê. E quando eu falar o porquê, vão perguntar o que foi que houve. Prefiro aguardar um pouco. Eu não vou fugir de me posicionar em relação ao processo sucessório de 2018 e vou participar ativamente, mas no momento oportuno”, garantiu.

A desistência do tucano, anunciada semana passada, logo depois de o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), também desistir de disputar a cabeça de chapa pelo grupo das oposições, causou burburinho e expectativas do PP no cenário político, além do descontentamento por parte de alguns, como a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP). Daniella, criticou a desistência de Romero e culpou o grupo dele por ter atrapalhado o andamento do projeto da oposição.

“Na política, você não pode ouvir só o que quer, você tem que estar apto a tudo. Não é em função disso que eu vou materializar uma coisa na cabeça que não existe. Eu sou diferente do restante das pessoas. Eu não me pressiono com essas coisas, eu me pressiono com uma responsabilidade que temos com a cidade. Nunca houve esse compromisso. Agora, evidentemente, eu fiz um esforço, e o esforço foi de minha parte muito isoladamente, no sentido de trabalhar essa questão da candidatura. Se for possível, vamos encarar a realidade. Se não for, nem tudo que queremos é possível”, desabafou.

“Quando passar esse tão famoso dia 7 [prazo final para desincompatibilização de cargos e janela partidária] vamos ainda ter abril, maio, junho e julho, pois a convenção é só em agosto. Faltam seis meses, minha gente, e ficar nesse moído por seis meses de quem vai ser ou não vai ser […] Em relação à questão do PP, eu passei mais de uma hora conversando com o deputado Aguinaldo Ribeiro quando estive em Brasília. Conversei com o vice-prefeito Enivaldo Ribeiro, no último sábado voltei a falar com Aguinaldo por telefone. Não tenho problema com quem quer que seja. Temos que respeitar e vou continuar fazendo política respeitando o que as pessoas pensam. Tenho que respeitar o direito de cada um de pensar, senão, daqui a pouco, vão criar uma regra em que as pessoas têm que pensar pelo que eu quero ouvir. Ela, do jeito que estou tentando agora, tentou para prefeita uma, duas vezes, tentou para vice em outras oportunidades”, falou.

O prefeito campinense declarou que por uma questão de foro íntimo, que não o permitia revelar, não iria mais abordar esse tema das eleições e iria aguardar como se manifestam as coisas para, posteriormente, se posicionar.

“Na política a adesão vale até na manhã do dia das eleições e que nem sequer estão no período das convenções, ou seja, quem estiver em um cargo executivo vai ter a opção de renunciar ao mandato ou não”, defendeu o tucano.

Quando questionado sobre a declaração do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) de que defende o nome de Romero como candidato do partido, ele diz que “cansou desse tipo de discussão”, ressalta que se não sair da prefeitura vai continuar administrando Campina com “muito amor”.

Romero alegou que “ainda não foi convidado” e que não tem informações sobre uma reunião do PSDB, anunciada pelo secretário Tovar Correia Lima.

No fim da entrevista, o prefeito agradeceu a nota de apoio enviada pelos vereadores da bancada de governo, garantindo que esta foi espontânea, apesar de ter sido mal interpretada por alguns personagens políticos.

Da Redação

 

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