Servidores de Pocinhos paralisam atividades e fazem manifestação em frente à prefeitura

Os servidores prometeram retomar às atividades com o salário em conta.

Mais uma manifestação envolvendo os servidores públicos da prefeitura municipal de Pocinhos, cariri do estado, veio à tona na manhã desta quarta-feira (09). De acordo com os organizadores, o prefeito Cláudio Chaves Costa (PMN), não autorizou o pagamento dos servidores da secretaria de saúde referente ao mês de agosto. A mobilização contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores -Sintab e reuniu centenas de servidores em frente à prefeitura municipal da cidade, no centro.

IMG_0799 (1)Usando carro de som, os manifestantes responsabilizaram o prefeito por vários desmandos administrativos, entre eles, a redução do adicional noturno, falta de equipamentos de Proteção Individual (EPI), criação do Plano de Cargos Carreira e Remuneração da saúde.

O presidente da câmara de vereadores de Pocinhos, Sóstenes Murilo (PSB), acompanhou as reivindicações e afirmou que os direitos dos servidores foram retirados pelo atual prefeito.

“Os direitos dos servidores de Pocinhos foram retirados pelo atual prefeito Cláudio Chaves. O prefeito enganou os funcionários com promessas de campanha não cumpridas. Hoje, os funcionários da saúde estão reivindicando os seus direitos, a exemplo do adicional noturno e o salário que não foi pago”, disse o vereador.

Ainda de acordo com o presidente da câmara, já entrou no cofre da secretaria de saúde de Pocinhos mais de R$ 3 milhões. “Não se justifica o prefeito atrasar o pagamento desses funcionários”, desabafou.

A presidente do Sintab, Cilene Sales, afirmou que o prefeito não cumpre com o seu papel administrativo.

“Estamos denunciando o desrespeito e, principalmente, o descaso que o prefeito Cláudio Chaves trata os servidores da saúde. Todos os meses a administração municipal promete regularizar essa situação, no entanto, continua errando e, obviamente, retirando os direitos dos trabalhadores”, denunciou.

Essa não foi a primeira vez que a prefeitura foi palco de escândalos e manifestações. O magistério também paralisou em março desse ano e cobrou do poder municipal o salário de fevereiro com o reajuste do piso salarial de 13,01%.

A assessoria da prefeitura não atendeu os nossos telefonemas e não emitiu nota.

Da redação.

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