Sogro de Benjamin Maranhão assume Incra após ser condenado por desvio de recursos

Condenado pela Justiça Federal a dois anos e seis meses de reclusão por desvio de recursos públicos destinados à educação, Solon Alves Diniz é nomeado superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária na Paraíba (Incra/PB) por indicação do genro, o deputado federal paraibano Benjamin Maranhão (SD). A Portaria que nomeou Diniz, até então no cargo de secretário adjunto de Ciência e Tecnologia da Prefeitura de João Pessoa, também por indicação do genro, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (19).

Diniz, ex-prefeito do município de Barra de Santa Rosa, no Curimataú paraibano, foi condenado por sentença do juiz federal substituto da 9ª Vara da Justiça Federal na Paraíba, Tiago Batista de Ataíde, publicada no Diário da Justiça de 26 de fevereiro de 2016, por envolvimento em desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o sogro do deputado Benjamin Maranhão, outro ex-prefeito do município, Evaldo Costa Gomes, e o empresário Marcos Tadeu Silva praticaram fraudes em licitações e desvios de verbas públicas destinadas ao município de Barra de Santa Rosa pelo Fundef em 2005.

A sentença do juiz federal substituto da 9ª Vara, Tiago Batista de Ataíde, aponta que o sogro de Benjamin Maranhão intermediou as negociações entre empresas fictícias do empresário Marcos Tadeu e o município de Barra de Santa Rosa, beneficiando com os recursos públicos seu irmão Ademar Alves Diniz.

Ainda conforme a sentença, Diniz, antecessor do também ex-prefeito de Barra de Santa Rosa Evaldo Costa, ofertou a este um dossiê de empresas sabidamente fictícias para permitir o controle do resultado da Carta Convite número 011/2005, e possibilitar o desvio de parte dos recursos destinados à construção de uma quadra esportiva na Escola Municipal José Cândido Ribeiro. A decisão é de primeiro grau e ainda cabe recurso.

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