TCE investiga gasto irregular em reforma do estádio do Maracanã

O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral foi preso nesta quinta-feira acusado de levar propinas de empreiteiras em projetos do Estado, entre eles as reformas do Maracanã. Durante suas duas gestões, o político influiu decisivamente para aumentar os custos das obras do estádio. Após ida e vindas, a arena custou pelo menos 165% a mais do que o prometido na remodelagem para a Copa-2014, beneficiando as construtoras.

Primeiro, quando Cabral assumiu, o Maracanã já estava em obras para o Pan-2007. Essa reforma foi iniciada na gestão da sua antecessora Rosinha Garotinho. Acabou no governo Cabral com um custo final de R$ 272,3 milhões para todo o complexo, segundo o TCE (Tribunal de Contas do Estado). A denúncia do Ministério Público Federal diz que o ex-governador já recebeu mesada da Andrade Gutierrez por essa obra.

Findo o Pan, o Brasil era candidato único a sediar a Copa-2014 no mesmo ano, em 2007. A Fifa anunciou o país como vencedor e Cabral divulgou sua intenção de realizar uma PPP (Parceria Público-Privada) para economizar nas obras e fazer uma concessão do estádio. Em outubro de 2009, ele desistiu e anunciou que faria as obras com recursos do Estado.

O projeto inicial previa uma reforma com custo de R$ 430 milhões. Para isso, não seria necessário realizar a reforma radical que se levou a cabo: as arquibancadas superiores não seriam demolidas, nem a cobertura. Haveria adaptações em todas as instalações, mas sem mexer nas infraestruturas.

Mas a Fifa começou a pressionar e dizer que não era o suficiente durante os anos de 2009 e 2010. Queria o estádio para a final e portanto exigia sua total modernização. Entre abril e maio de 2010, houve uma total modificação no projeto para a arena.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos

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