Moradores do José Pinheiro lamentam abandono da Vila Olímpica Plínio Lemos

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O complexo poliesportivo Plínio Lemos, conhecido como a Vila Olímpica do José Pinheiro está abandonada e a imensa área que ocupa um quarteirão serve atualmente local de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da febre chikungunya, dengue e zyca.  Construído há oito anos com investimento superior a R$ 6 milhões, oriundos em sua totalidade dos cofres municipais, o local oferecia serviços de saúde, cidadania e várias atividades educacionais e de recreação e lazer, beneficiando cerca de 2 mil pessoas.

Numa área conhecida pelo alto índice de consumo e tráfico de drogas, centenas de crianças e adolescentes participavam do ProJovem, além de atividades esportivas em 15 modalidades.  No complexo também havia funcionavam alguns programas municipais, um núcleo do Programa Saúde da Família (PSF) integrados e um restaurante popular, mas todos estão desativados.

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A estrutura da Vila Olímpica possui quadra de areia; ginásio poliesportivo; piscina coberta e adaptada para portadores de necessidades especiais; salas de dança, ginástica e artes marciais; campo de futebol; pista de atletismo; área de lazer, Memorial do Esporte.

Ainda durante a gestão responsável pela construção da Vila Olímpica, o espaço começou a ser negligenciado e na atual administração municipal, embora algumas aulas continuassem sendo ministradas, algumas delas promovidas por grupos sociais e uma pintura tenha sido executada, a Vila Olímpica acabou sendo abandonada de vez.

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No espaço de um quarteirão – no coração do bairro do Zepa – a Vila Olímpica que antes representava o orgulho da região e possui até um museu sobre a história do futebol de Campina Grande, se tornou uma área perigosa. Poucas pessoas se arriscam a fazer a caminhada diária, parte do muro quebrado faz com que animais de grande parte entrem no local para se alimentar com o mato que se estendeu por vários pontos.

Os vizinhos lamentam o abandono, mas não querem se identificar. Uma moradora disse que todos os dias quando olha para a Vila Olímpica tem vontade de chorar. “A comunidade é sofrida, não tem espaço de lazer e isso aqui era como um sonho que se tornou realidade, o movimento era grande e dava gosto ver crianças, jovens e até idosos entrando ai, agora esse esquisito, uma tristeza”, disse.

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O estigma do abandono é antigo. Antes da construção da Vila, o prédio do antigo Estádio Municipal Plínio Lemos que já foi palco de grandes alegrias para a torcida do Campinense estava servindo como local de consumo de drogas.

Em resposta à nossa equipe na manhã da última quinta-feira, o  secretário da Juventude e Lazer do município, Teles Albuquerque disse que a Prefeitura está prestes a realizar uma reforma no Plínio Lemos e que no local não há focos do mosquito transmissor de doenças.

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